Liderança skin in the game: você é o porco ou a galinha na revolução das legaltechs?

Liderança skin in the game: você é o porco ou a galinha na revolução das legaltechs?
O ponto é simples: você está realmente comprometido com seu negócio ou só participa de longe?/Freepik
Publicado em 03/04/2025 às 3:00

Priscila Spadinger*

Já ouviu a história do porco e da galinha no café da manhã? A galinha bota o ovo e segue seu dia. O porco, por outro lado, entrega o próprio couro para virar bacon. Essa metáfora é perfeita para falar sobre comprometimento de lideranças no mundo das startups, principalmente no setor de legaltechs, onde atuo como investidora.

O ponto é simples: você está realmente comprometido com seu negócio ou só participa de longe? Porque, no final das contas, só quem coloca a pele no jogo faz acontecer de verdade.

O que significa ser o porco ou a galinha em startups legaltechs?

Trabalhando e investindo em startups legaltechs, empresas de base tecnológica que oferecem soluções inovadoras na área do Direito, na Aleve LegalTech Ventures S/A, vejo isso acontecer na prática. O mercado está cheio de “galinhas” — gente que entra, dá uma contribuição, mas não está disposta a assumir riscos reais. Mas as startups que realmente prosperam são lideradas por “porcos”, aqueles que mergulham de cabeça, se comprometem e fazem o negócio dar certo.

Leia também: A armadilha da liderança “boazinha” – e o que as mulheres estão ensinando sobre gestão de legaltechs

Na Aleve, nossa filosofia de investimento reflete isso. Escolhemos ser investidores bem minoritários para garantir que os fundadores tenham a maior cota da startup. Assim, eles têm total skin in the game e tomam decisões sempre pensando no crescimento do negócio, e não apenas em agradar investidores.

Liderança e investimento em legaltechs: a diferença entre aposta e comprometimento

Não basta jogar dinheiro numa startup e esperar retornos. Vejo muitos investidores agindo como galinhas, colocando só um pezinho e tirando se a coisa não anda rápido. Mas construir uma legaltech de sucesso exige muito mais do que isso.

Acompanhei de perto cases como o da criaAI, que revolucionou a geração de documentos jurídicos por IA no mercado jurídico, e da GRTS Digital, que está transformando a gestão das relações trabalhistas e sindicais por automação jurídica e IA. Esses negócios deram certo porque seus fundadores estavam 100% comprometidos, pensando a longo prazo e enfrentando desafios de cabeça erguida. Esse é o espírito de quem faz acontecer.

Por que o mercado de legaltechs precisa de mais porcos e menos galinhas?

O futuro das legaltechs está nas mãos de empreendedores que realmente vivem o negócio. Quando um fundador tem participação majoritária, ele pensa no longo prazo, toma decisões estratégicas com responsabilidade e está disposto a fazer ajustes para garantir o crescimento sustentável da startup.

Se tem uma coisa que aprendi investindo nesse setor é que não existe atalho. Empresas que crescem e se consolidam são aquelas em que os líderes têm compromisso real, e não só um interesse superficial.

Conclusão: seu lugar no prato

Então, me conta: você está só botando ovos ou realmente colocando sua pele no jogo?

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Se você quer liderar uma startup legaltech, precisa se comprometer de verdade. O mercado jurídico não precisa de mais espectadores, precisa de gente que esteja disposta a enfrentar desafios, pivotar quando necessário e construir soluções inovadoras de verdade. Aqui na Aleve, estamos sempre de olho nesses fundadores — aqueles que são “porcos” no melhor sentido da palavra!

E aí, qual é o seu papel nesse café da manhã?

*Priscila Spadinger é CEO da holding Aleve LegalTech Ventures S/Aadvogada especializada em M&A e investidora anjo.

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