Legista rebate defesa e diz que Henry Borel sofreu 14 lesões antes da morte

Da Redação de LexLegal
O médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes afirmou nesta sexta-feira (29), durante o julgamento do caso Henry Borel, que as lesões encontradas no corpo do menino ocorreram antes da morte e não foram provocadas por tentativas de reanimação.
“Essa versão de acidente doméstico [para a morte de Henry Borel] é totalmente fantasiosa. As 14 lesões encontradas foram feitas antes da morte. Fora essas, outras três que vimos no laudo cadavérico são compatíveis com as manobras cardíacas e ele já estava sem vida”, disse Luiz Carlos Leal Prestes, médico-legista ouvido no tribunal do júri.
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No depoimento, o perito detalhou os ferimentos identificados no corpo da criança enquanto imagens das lesões eram exibidas em plenário. Segundo o legista, os sinais encontrados indicam ações contundentes anteriores ao óbito.
Durante a sessão, Monique Medeiros, mãe de Henry e uma das rés do processo, passou mal ao acompanhar a apresentação das fotografias. Ela cobriu os olhos enquanto o perito explicava os ferimentos e precisou receber atendimento médico dentro do tribunal.
O julgamento seguiu normalmente. Após ser medicada, Monique foi dispensada da sessão pela juíza Elizabeth Machado Louro, responsável por conduzir o júri.
A defesa de Jairinho, padrasto de Henry e acusado pelo crime, sustenta que a laceração hepática apontada nos laudos teria sido causada pelas manobras de ressuscitação feitas na tentativa de salvar o menino. O fígado é um dos órgãos mais vascularizados do corpo humano e lesões na região podem provocar hemorragias graves.
O legista contestou essa linha de defesa e manteve a conclusão apresentada na perícia oficial.
Os advogados também questionaram a quantidade de laudos produzidos após a morte da criança e citaram um suposto exame de raio-x que indicaria pneumotórax, condição causada pelo acúmulo de ar entre o pulmão e a parede torácica. Segundo a defesa, esse documento estaria desaparecido.
Outro médico-legista ouvido no julgamento, Luiz Airton Saveedra de Paiva, afirmou que Henry sofreu três traumatismos em regiões diferentes da cabeça.
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“Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax, há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito”, disse Luiz Airton Saveedra de Paiva, médico-legista responsável pelo laudo. Saveedra afirmou ainda que Henry já chegou sem vida ao Hospital Barra D’Or.