Lefosse e Mattos Filho assessoram venda da Vectis para Pátria, que amplia atuação em fundos imobiliários e do agro

Da redação de LexLegal
O mercado de gestão de ativos ganhou um novo capítulo com o anúncio da compra da Vectis Gestão de Recursos pelo Pátria Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos alternativos da América Latina. A operação marca a entrada definitiva do Pátria em dois segmentos estratégicos: fundos de recebíveis imobiliários e fundos de renda residencial. O valor da transação não foi divulgado, mas envolve a incorporação de cerca de R$ 1,6 bilhão em ativos sob gestão.
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A assessoria jurídica da Vectis e seus sócios ficou a cargo do escritório Lefosse Advogados, que atuou em todas as etapas do processo de fusão e aquisição (M&A), desde as negociações iniciais até a assinatura do contrato. Já o Mattos Filho Advogados representou o Pátria Investimentos, atuando como assessor jurídico da compradora.
Com o negócio, o Pátria assume a gestão de dois fundos já estruturados pela Vectis: o Vectis Juros Real (VCJR11), um fundo de R$ 1,4 bilhão que investe em valores mobiliários com lastro no mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), e o Vectis Renda Residencial (VCRR11), que aplica recursos em imóveis residenciais destinados à locação, garantindo rendimento periódico aos cotistas.
O fechamento da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes comuns a esse tipo de operação, como aprovações regulatórias e análise de documentos societários. A assinatura do contrato foi realizada em 10 de junho de 2025.
Fundos de recebíveis imobiliários, como o VCJR11, investem em papéis que representam dívidas originadas no setor imobiliário – por exemplo, quando uma incorporadora antecipa recursos por meio da emissão de um CRI. Esses fundos costumam atrair investidores em busca de renda fixa com lastro real.
Já os fundos de renda residencial, como o VCRR11, aplicam diretamente em imóveis residenciais alugados, com o objetivo de gerar rendimento mensal aos investidores a partir dos aluguéis. São fundos da chamada estratégia de “tijolo”, que se diferenciam dos fundos que compram papéis.
A aquisição fortalece o portfólio do Pátria no mercado de fundos imobiliários de crédito privado, segmento que cresceu de forma significativa nos últimos anos, impulsionado pela busca por alternativas de rentabilidade em um ambiente de juros mais estáveis.
Escritórios e advogados envolvidos
A operação teve como destaque o escritório Lefosse Advogados, responsável pela assessoria aos sócios da Vectis Gestão de Recursos Ltda. A equipe envolvida incluiu os sócios Rodrigo Cunha, André Mileski e Dante Zanotti, com apoio dos advogados Douglas Fukuhara, Ariela Sznirer, Felipe Madruga, Barbara Navega e Guilherme Almeida. Do lado da empresa, a consultoria interna foi conduzida por Carlos Henrique de Araújo.
Já o escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados representou o Pátria Investimentos Ltda., com atuação dos advogados Marina Procknor, Flávio Barbosa Lugão e Sabrina Naritomi, além dos advogados Fábio Studart Montenegro, Mateus Telles Valle, Mariana Campos Niccoli e Rosane Marques Rosado Carmona. A Pátria também teve suporte jurídico interno de Ana Carolina Nakamura.
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A transação reforça a consolidação no setor de gestão de ativos, especialmente em áreas como imobiliário e agronegócio, nas quais a Vectis já atuava com foco e especialização. Para o Pátria, o movimento representa uma expansão estratégica, tanto em ativos quanto em capilaridade, fortalecendo sua presença no segmento de fundos listados em bolsa.