Lefosse e Machado Meyer assessoram emissão de R$ 3,3 bi em debêntures da Coelba

Lefosse e Machado Meyer assessoram emissão de R$ 3,3 bi em debêntures da Coelba
A emissão da Coelba reforça o uso de instrumentos de dívida como ferramenta estratégica para a expansão do setor elétrico brasileiro/Neoenergia Coelba
Publicado em 12/12/2025 às 10:00

Da redação de LexLegal

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), controlada pela Neoenergia, concluiu sua 22ª emissão de debêntures, estruturada em duas séries, movimentando R$ 3,3 bilhões no mercado de capitais. A operação segue as regras da Resolução CVM 160 e reforça o uso de títulos de dívida corporativa para financiar projetos de infraestrutura energética no país.

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As debêntures são títulos emitidos por empresas para captar recursos diretamente com investidores, comprometendo-se a pagar juros e devolver o principal em prazo determinado. No caso da Coelba, os recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento ou reembolso de despesas, custos ou dívidas ligadas a projetos de investimento detalhados na escritura da emissão.

A coordenação ficou a cargo do Itaú BBA Assessoria Financeira e da XP Investimentos. Ambas tiveram apoio jurídico do Machado Meyer Advogados. Já a Coelba foi assessorada pelo Lefosse Advogados, responsável pela formatação jurídica da operação e pela estruturação dos documentos submetidos ao mercado.

Pelo Lefosse, participaram os sócios Ricardo Prado e Pedro Cruciol, além dos advogados Fernando Aguiar e Raquel Aguiar. O Machado Meyer assessorou os coordenadores com o sócio Paulo Markossian Nunes e os advogados Ana Carolina Carpegiani, Bruno Henrique e Giulia Asevedo Noronha. Também integraram o processo as equipes internas de Itaú BBA (Maria Catarina de Holanda Bessa e Vitor Guerra), XP Investimentos (Beatriz Caldas e Luiza Trindade) e Neoenergia (Newton Júnior).

Emissões de debêntures como esta são fundamentais para ampliar a capacidade de investimento das distribuidoras de energia, que precisam cumprir metas regulatórias de modernização, expansão de rede e melhoria da qualidade do serviço. O aporte obtido via mercado reduz pressão sobre o fluxo de caixa e permite antecipar obras essenciais em regiões de alta demanda elétrica.

A operação também reflete o momento de retomada do apetite de investidores por títulos corporativos de infraestrutura, impulsionado pela previsibilidade regulatória do setor elétrico e pela consolidação do modelo de debêntures não conversíveis, que não dão direito à participação acionária e têm perfil voltado ao financiamento de longo prazo.

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A emissão da Coelba reforça o uso de instrumentos de dívida como ferramenta estratégica para a expansão do setor elétrico brasileiro, com participação ativa de grandes escritórios e agentes financeiros na formatação das operações.

SÃO PAULO WEATHER