Lefosse assessora follow-on de R$ 245,9 mi do Banco Pine

Da redação de LexLegal
O Lefosse assessorou o Banco Pine na oferta pública primária de 21.860.095 ações preferenciais, em uma operação de R$ 245.926.068,75 concluída em 9 de março. O negócio recoloca o banco no mercado de capitais por meio de um follow-on, nome dado à venda de ações feita por uma empresa que já tem papéis listados em Bolsa.
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A operação funciona como uma nova rodada de captação. Como a oferta foi primária, os recursos entram no caixa do próprio Banco Pine, e não no bolso de acionistas vendedores. É diferente de uma venda secundária, em que os papéis mudam de dono, mas o dinheiro não vai para a companhia.
As ações ofertadas foram preferenciais, uma categoria que costuma dar prioridade no recebimento de dividendos, mas geralmente oferece menos poder de voto do que as ações ordinárias. Esse tipo de papel é comum em operações voltadas a atrair investidores interessados em retorno financeiro e exposição ao setor bancário.
Pelo cronograma da operação, o trabalho começou em 6 de fevereiro de 2026. O anúncio foi feito em 23 de fevereiro, a assinatura saiu em 3 de março e o fechamento ocorreu em 9 de março. O encerramento formal do assunto foi registrado em 16 de março. O processo envolve etapas como estruturação, registro, coordenação com investidores e liquidação financeira, que é o momento em que o dinheiro entra e as ações são efetivamente entregues.
No campo jurídico, a operação foi conduzida na frente societária, área responsável por cuidar da estrutura da companhia, da emissão de ações e das regras de governança e mercado aplicáveis ao negócio.
A equipe do Lefosse que atuou no caso foi formada pelos sócios Jana Araujo e Luiz Octavio Lopes e os associados Carolina Garrote, Juliana Sá, Lucca Margoni e Fernanda Kushida. O cliente foi o Banco Pine S.A. e o projeto foi tratado internamente sob o nome Project Remo.
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Para o Banco Pine, a captação de quase R$ 246 milhões mostra que o mercado acionário continua sendo uma porta relevante para bancos que buscam fortalecer estrutura financeira e manter espaço competitivo no setor.