Lefosse assessora emissão de CRA de R$ 200 milhões para a Copasul

Lefosse assessora emissão de CRA de R$ 200 milhões para a Copasul
Com juros ainda elevados no crédito rural tradicional e maior pressão por fontes privadas de financiamento, CRAs e Fiagros tendem a ganhar espaço como alternativas de capitalização, especialmente entre cooperativas com alta geração de caixa e governança consolidada/Freepik
Publicado em 17/11/2025 às 10:30

Da redação de LexLegal

A Copasul, Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense, concluiu uma emissão de R$ 200 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), estruturada pela Virgo Companhia de Securitização e coordenada pelo Banco Santander. A operação tem como objetivo financiar a compra de soja e milho de cooperados, reforçando o capital de giro da cooperativa em plena safra.

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O CRA é um título de renda fixa usado para captar recursos privados destinados ao agronegócio. Na prática, funciona como um empréstimo coletivo: investidores financiam a cadeia produtiva e recebem juros em troca, enquanto o emissor oferece como garantia os chamados “direitos creditórios” – valores que receberá de vendas futuras ou contratos firmados. Nesse caso, os recebíveis são da própria Copasul, que cede essas garantias à Virgo, responsável pela securitização e oferta ao mercado.

A operação segue as regras da Resolução CVM 160, que disciplina ofertas públicas com esforços restritos (processo simplificado de distribuição de valores mobiliários) e também a Resolução CVM 60, que regula a emissão de securitizados no país. Os coordenadores foram Santander (líder), Bradesco BBI e BB-Banco de Investimento.

A assessoria jurídica ficou a cargo do escritório Lefosse Advogados, que atuou como deal counsel na estruturação da operação. Participaram os sócios Bruno Massis, Pedro Cruciol e as advogadas Juliana Rabischoffsky e Lara Maroni.

A Copasul, com sede em Naviraí (MS), é uma das maiores cooperativas agroindustriais do Centro-Oeste, com atividades em grãos, sementes, insumos e indústrias de óleo vegetal e derivados. A captação por meio de CRA se tornou um instrumento frequente para cooperativas e tradings agrícolas, por permitir prazos maiores, isenção de IR para pessoa física e custo competitivo quando comparado ao crédito bancário.

Na estrutura dos CRAs, o dinheiro captado vai para a cooperativa (cessionária), que deve usar os recursos exclusivamente para atividades agropecuárias. Segundo os documentos da oferta, os valores serão direcionados à aquisição de grãos, industrialização e comercialização da produção dos cooperados.

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Especialistas apontam que o segmento de securitização do agronegócio continuará aquecido em 2025 e 2026. Com juros ainda elevados no crédito rural tradicional e maior pressão por fontes privadas de financiamento, CRAs e Fiagros tendem a ganhar espaço como alternativas de capitalização, especialmente entre cooperativas com alta geração de caixa e governança consolidada.

SÃO PAULO WEATHER