Lefosse assessora CRI de R$ 100 milhões da Emccamp via Opea

Lefosse assessora CRI de R$ 100 milhões da Emccamp via Opea
O modelo reforça o uso do mercado de capitais como fonte de recursos para o setor imobiliário, em um contexto de juros ainda elevados e maior seletividade do crédito bancário/Freepik
Publicado em 08/01/2026 às 9:00

Da redação de LexLegal

Lefosse Advogados assessorou a Emccamp Residencial S.A. na oferta pública da 505ª emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), no valor total de R$ 100 milhões, estruturada pela Opea Securitizadora S.A.. A operação foi concluída em dezembro de 2025 e teve como objetivo financiar despesas futuras ligadas à construção e à reforma de empreendimentos imobiliários do grupo.

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Os CRIs são títulos emitidos por securitizadoras e lastreados em créditos imobiliários. Na prática, funcionam como uma forma de antecipar recursos no mercado de capitais a partir de recebíveis do setor imobiliário, transferindo esses créditos para investidores. Nesta operação, os papéis foram emitidos em série única e tiveram como lastro direitos creditórios imobiliários originados da segunda emissão de notas comerciais privadas da própria Emccamp.

Essas notas comerciais são instrumentos de dívida usados por empresas para captar recursos diretamente no mercado, fora do sistema bancário tradicional. No caso da Emccamp, o dinheiro levantado com as notas comerciais e transformado em CRI será destinado ao pagamento de despesas futuras relacionadas a obras, reformas e desenvolvimento de projetos imobiliários conduzidos pela companhia e por suas controladas.

A oferta seguiu as regras da legislação mais recente do setor, incluindo a Lei nº 14.430, que reformulou o marco legal da securitização no Brasil, além de resoluções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Monetário Nacional. A coordenação líder da distribuição ficou a cargo da XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A., responsável pela colocação dos títulos junto aos investidores.

Do ponto de vista jurídico, a estrutura buscou garantir aderência às exigências regulatórias e segurança para os investidores, conectando o fluxo dos créditos imobiliários ao financiamento das atividades de construção. O modelo reforça o uso do mercado de capitais como fonte de recursos para o setor imobiliário, em um contexto de juros ainda elevados e maior seletividade do crédito bancário.

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Pelo Lefosse Advogados, atuaram na operação o sócio Bruno Massis, a counsel Thaís Ambrosano e a associada Juliana Rabischoffsky. Também participaram equipes jurídicas internas da Emccamp Residencial, com Carolina Cruz Garcia de Araújo e Bruno Araújo Marques, e da XP Investimentos, representada por Paula Leonette.

SÃO PAULO WEATHER