Lefosse assessora C.Vale em emissão de R$ 400 milhões em notas comerciais

Da redação de LexLegal
A C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores cooperativas do agronegócio brasileiro, concluiu a sua primeira emissão de notas comerciais — títulos de dívida usados por empresas para captar recursos no mercado financeiro. O valor total da operação foi de R$ 400 milhões, em série única, e contou com a coordenação do BB-Banco de Investimento (BB-BI), que atuou como líder da distribuição.
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As notas comerciais são instrumentos previstos na Resolução CVM 160, que regulamenta ofertas públicas de valores mobiliários no Brasil. Em termos práticos, tratam-se de títulos de curto ou médio prazo emitidos por empresas, que funcionam como uma espécie de “empréstimo coletivo”: investidores adquirem os papéis e a companhia se compromete a pagar os valores acrescidos de juros em determinado período.
No caso da C.Vale, os recursos captados serão direcionados ao caixa da companhia para reforçar a gestão de suas finanças, com destaque para o reperfilamento de dívidas, isto é, a reorganização dos prazos e condições de pagamento de empréstimos já existentes.
Escritórios e advogados envolvidos
A operação contou com a assessoria jurídica do Lefosse Advogados, que atuou como deal counsel (assessor jurídico da operação). A equipe foi liderada pelo sócio Bruno Massis, com participação da counsel Thaís Ambrosano e do associado Gustavo Brandão.
Pelo lado do BB-Banco de Investimento, responsável pela coordenação da emissão, participaram como advogados internos Mateus Marcos, Anderson Minsoni, Francisco Schembri e Camila Brunoro, que acompanharam os aspectos regulatórios e contratuais da operação.
Relevância para o setor
A entrada da C.Vale no mercado de notas comerciais reflete a crescente busca de empresas do agronegócio por alternativas de financiamento fora do sistema bancário tradicional. Essa modalidade permite maior flexibilidade de captação e fortalece o acesso ao mercado de capitais, em um setor que demanda volumes expressivos de crédito para investimentos, modernização e expansão.
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Especialistas apontam que operações como essa contribuem para diversificar as fontes de financiamento e reforçam a segurança jurídica do mercado, já que estão sujeitas às normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).