Justiça torna réu piloto que matou adolescente após briga por chiclete no DF

Justiça torna réu piloto que matou adolescente após briga por chiclete no DF
Pedro Turra responderá por homicídio doloso; juiz aponta que agressão foi premeditada/PCDF/Divulgação
Publicado em 16/02/2026 às 7:00

Da redação de LexLegal

A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, tornando-o réu pelo homicídio doloso de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O magistrado André Silva Ribeiro também manteve a prisão preventiva do jovem, que segue custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Leia também: Alckmin diz que quebra de patentes de canetas emagrecedoras geram insegurança jurídica

O crime ocorreu em janeiro, após um desentendimento banal motivado por um chiclete arremessado contra um amigo da vítima. Rodrigo foi atingido por um soco no rosto, passou duas semanas internado em estado crítico em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no último sábado (7).

As investigações da Polícia Civil mudaram o tom do caso ao longo das semanas. Inicialmente tratado como uma briga isolada, o inquérito apontou indícios de que a agressão foi premeditada e contou com o auxílio de amigos do piloto. Na decisão, o juiz destacou a “gravidade concreta” e a “reiteração de condutas violentas” por parte de Turra como justificativas para mantê-lo preso.

Ao manter a prisão, o juiz Ribeiro argumentou que a liberdade do réu representaria riscos à instrução do processo. “A gravidade dos fatos e os riscos concretos de interferência probatória exigem resposta cautelar mais rigorosa”, afirmou. A defesa do piloto foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre a abertura da ação penal.

Veja também: Anac abre consulta para criar licença de piloto para “carro voador”

Com a aceitação da denúncia por homicídio doloso — quando há intenção de matar ou se assume o risco de fazê-lo —, o caso deve seguir para o Tribunal do Júri. Se condenado, a pena para este tipo de crime pode variar de 6 a 20 anos de reclusão, podendo ser aumentada caso sejam reconhecidas qualificadoras como motivo fútil ou impossibilidade de defesa da vítima.

SÃO PAULO WEATHER