Justiça retoma júri popular de acusados de matar Mãe Bernadete em Salvador

Justiça retoma júri popular de acusados de matar Mãe Bernadete em Salvador
O processo foi transferido para a capital baiana por decisão da Justiça para assegurar a isenção dos jurados diante da forte influência do caso na região metropolitana/Alberto Lima/Divulgação
Publicado em 14/04/2026 às 7:00

Da redação de LexLegal

O julgamento de dois acusados pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete entra no segundo dia nesta terça-feira (14), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Após o sorteio dos sete jurados e o depoimento de testemunhas na segunda-feira (13), a sessão será retomada para os debates entre o Ministério Público e a defesa. Arielson da Conceição Santos, que é réu confesso, prestou depoimento ontem, enquanto o outro réu, Marílio dos Santos, permanece foragido.

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Debates e rito processual

Sob o comando da juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, o tribunal decide o destino dos réus acusados de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel. A defesa da vítima e o MP sustentam que o crime, ocorrido em 2023 no município de Simões Filho, utilizou armas de uso restrito e impediu qualquer reação da líder religiosa. O processo foi transferido para a capital baiana por decisão da Justiça para assegurar a isenção dos jurados diante da forte influência do caso na região metropolitana.

Histórico de violência e impunidade

Mãe Bernadete foi executada aos 72 anos com 25 tiros dentro do Quilombo Pitanga dos Palmares, mesmo estando sob proteção federal. Ela lutava por justiça pela morte de seu filho, Binho do Quilombo, assassinado seis anos antes.

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Outros três envolvidos no crime, incluindo o suposto mandante, aguardam marcação de julgamento em processos separados. O desfecho desta etapa é visto por movimentos sociais como um marco contra a violência no campo e o racismo religioso na Bahia.

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