Justiça manda exumar corpo de PM morta com tiro na cabeça em SP

Da redação de LexLegal
A Justiça determinou a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. O procedimento será realizado pelo Instituto Médico Legal da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo.
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A morte havia sido registrada inicialmente como suicídio. O caso mudou de rumo após familiares da vítima relatarem à polícia que Gisele sofria abusos e violência por parte do marido, o tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
A exumação foi autorizada para permitir nova perícia no corpo da policial. A medida busca esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se há indícios que possam alterar a classificação da ocorrência.
Gisele era soldado da Polícia Militar e morava com o oficial no apartamento onde foi encontrada morta. Ela tinha uma filha de sete anos de um relacionamento anterior.
Em depoimento à polícia, a mãe da vítima afirmou que o relacionamento do casal era conturbado. Segundo o relato, o tenente-coronel teria comportamento controlador e violento.
De acordo com a mãe, ele proibiria a policial de usar batom, salto alto e perfume. Também exigiria que as tarefas domésticas fossem cumpridas de forma rigorosa.
Ainda segundo o depoimento, quando Gisele teria manifestado a intenção de se separar, o oficial enviou uma foto pelo celular na qual aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto não foi localizada até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
No boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirmou que conheceu Gisele em 2021 e que os dois se casaram em 2024. Segundo ele, os problemas no relacionamento começaram em 2025 após sua transferência para outro batalhão.
O oficial declarou que passou a sofrer denúncias anônimas na corregedoria da corporação, que atribuiu a colegas de trabalho. Segundo ele, as acusações envolviam rumores de um suposto relacionamento extraconjugal.
Ainda conforme o depoimento, quando os boatos chegaram a Gisele, o casal passou a discutir com frequência e passou a dormir em quartos separados.
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O tenente-coronel relatou à polícia que, no dia da morte, foi ao quarto da esposa para propor a separação. Ele afirmou que a policial reagiu de forma exaltada, pediu que ele saísse do cômodo e bateu a porta.
Segundo o relato, ele foi tomar banho e ouviu um barulho que interpretou como uma porta batendo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado Gisele caída no chão. A nova perícia determinada pela Justiça deve orientar os próximos passos da investigação.