Justiça do Rio decreta prisão preventiva de ex-CEO do Hurb

Da redação de LexLegal
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, antiga Hotel Urbano. A decisão foi proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal da capital fluminense.
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Na decisão, o magistrado apontou a existência de “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal” como fundamento para a decretação da prisão preventiva. O juiz destacou o histórico recente do réu e o descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas.
João Ricardo Rangel havia sido preso na segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. O pedido de prisão preventiva foi apresentado na terça-feira (6) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, com base no descumprimento das condições fixadas pela Justiça.
As medidas cautelares tinham sido impostas após a prisão de Rangel por furto de obras de arte e outros objetos pertencentes a um hotel e a um escritório de arquitetura. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.
Defesa
A defesa do ex-CEO da Hurb, representada pelo advogado Vicente Donnici, sustentou que não houve violação das cautelares. Segundo os advogados, o réu não permaneceu mais de 30 dias fora do Rio de Janeiro sem comunicação prévia, conforme exigido pela Justiça.
Ainda de acordo com a defesa, Rangel teria viajado ao Ceará em 29 de dezembro e não haveria prova de que a tornozeleira eletrônica estivesse desligada. A alegação é de que, caso tenha ocorrido falha no equipamento, isso não teria sido intencional.
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O juiz rejeitou os argumentos defensivos ao analisar os registros do sistema de monitoramento. Segundo ele, “o relatório de monitoramento trazido pela SEAP é assertivo quanto às reiteradas violações de monitoramento feitas pelo réu”. Ao expedir o mandado de prisão preventiva, o magistrado determinou o encaminhamento de João Ricardo Rangel Mendes para o Rio de Janeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça.