Justiça do Rio condena acusado de matar ator Jeff Machado

Da Redação de LexLegal
A Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quinta-feira (9), o pedreiro Jeander Vinícius Silva Braga a 22 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do ator Jeff Machado. O Tribunal do Júri reconheceu que o réu participou do homicídio qualificado, da ocultação do cadáver e também de maus-tratos a animais.
A decisão foi proferida pelo 1º Tribunal do Júri da capital fluminense. Além da pena pelos crimes contra Jeff Machado, Jeander foi responsabilizado pelo abandono de oito cães pertencentes ao ator. Dois dos animais morreram após serem deixados na rua.
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O caso ocorreu em janeiro de 2023 e teve grande repercussão nacional. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime foi planejado por Jeander e pelo produtor de televisão Bruno de Souza Rodrigues, que também responde à ação penal e será julgado em 10 de dezembro.
De acordo com a acusação, Bruno teria convencido Jeff Machado de que conseguiria um contrato de trabalho na televisão e recebido R$ 18 mil da vítima. Com o passar dos meses, o ator passou a cobrar o cumprimento da promessa e a exigir a devolução do dinheiro, circunstância que, segundo o Ministério Público, antecedeu o crime.
A investigação aponta que Jeff foi dopado com medicamentos antes de ser morto por estrangulamento com um cabo de telefone celular dentro de sua residência.
Ainda conforme a denúncia, o corpo foi colocado em um baú, transportado até uma quitinete alugada por Bruno Rodrigues, em Campo Grande, na zona oeste do Rio, e enterrado em uma cova de aproximadamente dois metros de profundidade. Depois disso, o local foi concretado para dificultar a descoberta do cadáver.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença concluiu que o homicídio foi praticado com três circunstâncias qualificadoras, entre elas o emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
“O homicídio foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizado pela covardia da ação, por meio cruel, em razão da asfixia, e para assegurar a impunidade de outro crime”, afirmou o promotor de Justiça responsável pela acusação.
Na sentença, a juíza Alessandra Roidis destacou a gravidade da conduta do condenado ao justificar a fixação da pena. “A gravidade concreta dos delitos perpetrados denota a maior periculosidade do condenado e o risco à coletividade”, escreveu Alessandra Roidis, juíza responsável pelo caso.
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O julgamento de Bruno de Souza Rodrigues, apontado pelo Ministério Público como coautor do assassinato, está marcado para 10 de dezembro. A Justiça analisará sua participação nos mesmos fatos que resultaram na condenação de Jeander Vinícius Silva Braga.