Justiça condena assassinos do advogado Rodrigo Crespo a 30 anos de prisão no Rio

Da redação de LexLegal
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou o policial militar Leandro Machado da Silva e outros dois réus, Cezar Daniel Mondêgo e Eduardo Sobreira, a 30 anos de reclusão cada. O trio foi considerado culpado pela execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo, fuzilado no centro da cidade em 2024.
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A sentença confirmou as qualificadoras de motivo torpe e emboscada, com a acusação provando que o crime foi planejado após vigilância detalhada da vítima. De acordo com o MPRJ, Rodrigo “teria contrariado interesses de organização criminosa ligada a jogos de apostas on-line”.
A motivação do assassinato estaria ligada à intenção de Crespo em abrir um negócio de apostas esportivas em Botafogo. O Ministério Público afirmou que essa atividade “poderia afetar interesses da organização criminosa que atua na região”, ligada ao contraventor Adilsinho, preso recentemente.
As investigações apontaram que o crime foi precedido de monitoramento da rotina do advogado, conforme sustentou a promotoria durante os dois dias de julgamento. O MPRJ reforçou que o ataque serviu para intimidar concorrentes e assegurar lucros no mercado clandestino de exploração de jogos de azar.
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Os réus cumprirão a pena em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade. O conselho de sentença entendeu que a execução em frente à sede da OAB-RJ teve o agravante de ser uma represália direta à atuação profissional e aos investimentos pretendidos pela vítima no setor de entretenimento.