Itamaraty alerta para tráfico de brasileiros e escravidão digital na Ásia

Da redação de LexLegal
O Sudeste Asiático tornou-se o principal destino do tráfico de brasileiros para exploração laboral em centros de crimes cibernéticos. O Ministério das Relações Exteriores lançou uma cartilha para alertar jovens com conhecimentos em informática sobre golpes que oferecem salários altos e passagens gratuitas.
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Mianmar, Camboja e Vietnã são os pontos críticos onde as vítimas acabam presas em cativeiros após terem seus passaportes confiscados. Em vez do emprego prometido em tecnologia, brasileiros são forçados a aplicar fraudes virtuais e golpes com criptomoedas sob ameaça de violência física.
O Itamaraty recomenda não aceitar ofertas de trabalho no Sudeste Asiático que prometam ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal. Relatos de sobreviventes descrevem jornadas de 15 horas e torturas aplicadas quando metas de golpes online não são atingidas.
A assistência consular em países como a Tailândia tem sido acionada para repatriações emergenciais, mas o Estado brasileiro não é obrigado a pagar passagens de retorno. O auxílio financeiro do governo exige prova de hipossuficiência econômica e análise da Defensoria Pública da União.
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Situações de tráfico humano, maus-tratos e crises em zonas de guerra civil, como ocorre em Mianmar, são tratadas como emergências diplomáticas. O governo orienta que vítimas busquem as embaixadas pessoalmente ou utilizem os números de plantão consular em caso de privação de liberdade.