Israel intercepta flotilha humanitária e prende 10 brasileiros e um argentino

Israel intercepta flotilha humanitária e prende 10 brasileiros e um argentino
A organização de direitos humanos Adalah, que prestou assistência jurídica ao brasileiro, criticou duramente a operação. Para a entidade, a interceptação ocorreu em águas internacionais e a detenção em isolamento configurou uma punição ilegal a uma missão humanitária/ Freedom Flotilha Coalition/Instagram - Freedom Flotilha Coalition/Instagram
Publicado em 02/10/2025 às 15:00

Da redação de LexLegal

Ao menos dez brasileiros e um argentino residente no Brasil estão entre os detidos por Israel, após a interceptação da Global Sumud Flotilla, grupo formado por cerca de 50 embarcações que tentavam furar o bloqueio a Gaza levando ajuda humanitária, como alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos.

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Entre os brasileiros capturados está o ativista Thiago Ávila, além da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que também integrava a delegação. No total, a representação brasileira contava com 17 integrantes. Mais de 500 pessoas de diferentes nacionalidades participavam da iniciativa, descrita pelos organizadores como uma ação pacífica contra o que classificam como genocídio em Gaza.

Lista dos brasileiros detidos

  • Ariadne Catarina Cardoso Teles
  • Magno de Carvalho Costa
  • Luizianne de Oliveira Lins
  • Gabrielle da Silva Tolotti
  • Bruno Sperb Rocha
  • Mariana Conti Takahashi
  • Thiago de Ávila e Silva Oliveira
  • Lucas Farias Gusmão
  • Mohamad Sami El Kadri
  • Lisiane Proença Severo
  • Nicolas Calabrese (argentino com cidadania italiana, residente no Brasil)

Apoio internacional e críticas

De acordo com a Global Sumud Flotilla, até as 20h30 de quarta-feira já haviam sido capturados 178 integrantes, incluindo a ativista ambiental sueca Greta Thunberg.

Anistia Internacional no Brasil emitiu nota condenando a interceptação. “Nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais. A missão da flotilha é pacífica, humanitária e legal”, afirmou a entidade, pedindo que os países pressionem Israel a garantir passagem segura até Gaza.

Em São Paulo, familiares, amigos e ativistas organizaram uma vigília no espaço cultural Al Janiah, fundado por refugiados palestinos. Eles pedem maior atuação do governo brasileiro e até o rompimento de relações comerciais com Israel.

A versão de Israel

Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que sua Marinha entrou em contato com os barcos para alertar que se aproximavam de uma “zona de combate ativa” e que estariam violando um “bloqueio legal”.

Na rede X (antigo Twitter), o governo israelense afirmou que os barcos foram abordados de forma segura e que os passageiros estavam sendo transferidos para um porto israelense. Já os organizadores da flotilha denunciaram que as transmissões ao vivo e comunicações foram cortadas após o ataque e classificaram a ação como “ilegal em águas internacionais”.

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A flotilha tinha como destino Gaza na manhã desta quinta-feira (2), mas foi interceptada antes de alcançar o território. Essa foi a mais recente tentativa de romper, por via marítima, o bloqueio imposto por Israel, que já dura anos e foi intensificado após quase dois anos de guerra, deixando grande parte da Faixa de Gaza em ruínas.

SÃO PAULO WEATHER