Informalidade no Brasil recua para 37,5% e atinge menor nível em seis anos

Da redação de LexLegal
A taxa de informalidade no Brasil recuou para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor patamar desde julho de 2020. Os dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (5), mostram que 38,5 milhões de brasileiros atuam sem proteção trabalhista, contra 38,4% registrados no ano anterior.
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Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o resultado reflete a queda do emprego sem carteira no setor privado e o aumento de registros de CNPJ entre trabalhadores por conta própria. Descontado o período atípico da pandemia, este é considerado o melhor indicador de qualidade ocupacional de toda a série histórica do instituto.
Se eu tirar a observação da pandemia, sim [esse], é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada, afirmou Beringuy. A melhora na composição do mercado empurrou o rendimento real habitual para R$ 3.652, valor recorde que representa uma alta anual de 5,4% acima da inflação.
O setor privado com carteira assinada somou 39,4 milhões de pessoas, adicionando 800 mil trabalhadores formais em um ano. Por outro lado, o grupamento de serviços domésticos encolheu 4,2%, enquanto as áreas de tecnologia, finanças e administração pública lideraram a abertura de postos de trabalho no confronto anual.
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A estabilidade do contingente de trabalhadores por conta própria, em 26,2 milhões, também sinaliza uma migração para a formalização como microempreendedor. Para o IBGE, a manutenção dos ganhos salariais em 2026 está garantida pela maior presença de ocupações qualificadas e com registro formal no mercado nacional.