Indústria de máquinas cresce no Brasil, mas perde espaço para importados

Indústria de máquinas cresce no Brasil, mas perde espaço para importados
Produção de máquinas no Brasil cresce, mas setor enfrenta concorrência crescente de importados, sobretudo da China/CNI/Miguel Ângelo/Direitos reservados
Publicado em 28/08/2025 às 9:26

Da redação de LexLegal

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou receita de R$ 174,5 bilhões entre janeiro e julho de 2025, um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

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Segundo a entidade, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pelos investimentos na agricultura e na construção civil, mas o ritmo de crescimento já mostra sinais de desaceleração — em junho a alta acumulada era de 15,1%.

Exportações em queda

Apesar da expansão do mercado interno, as exportações do setor caíram. No acumulado do ano, o setor embarcou US$ 7,05 bilhões, uma queda de 4,4% em comparação a 2024. Somente em julho, antes da entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, as exportações somaram US$ 1,2 bilhão, recuo de 4,8% frente ao mesmo mês do ano anterior.

A Abimaq ressaltou que, mesmo com a retração, houve aumento das vendas de máquinas agrícolas e de bens de consumo não duráveis, sobretudo para países da América do Sul como Argentina, Chile e Peru. A Argentina foi o grande destaque, com crescimento de 52,4% nas importações de máquinas brasileiras, especialmente para agricultura (+104%) e construção civil (+87%).

Em contrapartida, as exportações para a América do Norte caíram 11,6%, impactadas pela queda de 10,6% nas vendas aos Estados Unidos, onde a demanda por máquinas de construção civil recuou 21%. Já para a Europa, houve crescimento de 10,7%, e para a América do Sul, alta de 15,9%.

Importados ganham espaço

Do lado oposto, as importações de máquinas e equipamentos continuam em alta. Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil importou US$ 18,6 bilhões, um crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2024.

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De acordo com a Abimaq, esse movimento reflete a perda de competitividade da indústria nacional, já que os produtos estrangeiros representam 46% do consumo interno do setor. A presença da China chama atenção: em dez anos, a participação do país nas importações brasileiras de máquinas dobrou, passando de 16,6% em 2015 para 32% em 2025.

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