Incêndio na COP30 interrompe atividades e deixa 13 atendidos por fumaça em Belém

Incêndio na COP30 interrompe atividades e deixa 13 atendidos por fumaça em Belém
Área da COP30 atingida pelo incêndio na tarde desta quinta-feira, em Belém/Bruno Peres/Agência Brasil.
Publicado em 21/11/2025 às 6:00

Da redação de LexLegal

Um incêndio atingiu na tarde desta quinta-feira (20) o Pavilhão dos Países, na Zona Azul da COP30, em Belém (PA), e levou à evacuação imediata de delegações, voluntários e visitantes. O fogo começou pouco depois das 14h e foi controlado em cerca de 30 minutos. Segundo a organização da conferência, 13 pessoas receberam atendimento após inalar fumaça.

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A Zona Azul — área central das negociações climáticas — foi totalmente esvaziada por determinação das equipes de segurança. A Conferência do Clima informou que os bombeiros realizaram uma checagem de segurança no local e que “não há previsão de reabertura da Zona Azul antes das 20h”.

A estrutura destruída abrigava estandes oficiais montados por países, organizações internacionais e instituições parceiras, espaço usado para divulgar projetos e promover debates paralelos às negociações. O pavilhão fica próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros, o que agilizou a resposta inicial ao incêndio.

O governador do Pará, Helder Barbalho, relatou a jornalistas que as equipes trabalham com duas linhas preliminares de investigação: possível falha em um gerador ou curto-circuito em um dos estandes.

O episódio ocorre uma semana após a Organização das Nações Unidas enviar uma carta ao governo brasileiro cobrando providências sobre problemas estruturais e falhas de segurança no evento. No documento, o secretário-executivo Simon Stiell afirmou que a tentativa de invasão registrada dias antes expôs “brechas graves” no controle do acesso e destacou vulnerabilidades como portas sem monitoramento, baixo contingente de segurança e ausência de garantia de resposta imediata das forças públicas. A carta também citava calor excessivo, falhas de climatização, infiltrações e riscos envolvendo instalações elétricas.

Voluntários que estavam na área relataram momentos de tensão. O brasileiro Mateus Eulan disse ter ouvido gritos anunciando o fogo e seguiu o treinamento recebido antes do evento. “Pessoal correndo, aí escutei ‘fire’ e entendi que era fogo. Segui o protocolo e evacuei junto com todo mundo, em tranquilidade. É o protocolo básico: tá havendo fogo, evacua e deixa os profissionais trabalharem, até para não impedir eles de irem onde precisam ir”, afirmou.

O voluntário Ousmane Kava também presenciou o início da correria. Ele estava próximo ao pavilhão da Libéria quando ouviu o barulho. “Não era visível o fogo pra mim, mas depois ouvi bastante barulho. Fiquei assustado, as pessoas correndo e gritando ‘fire’, ‘fire’. E fui correndo. Não consegui ajudar muita gente, mas os bombeiros são treinados para isso. Graças a deus todo mundo conseguiu evacuar em tempo. Passou um filme na cabeça. Pensei que fosse acontecer algo mais grave, mas o fogo foi controlado e todo mundo saiu em segurança”, disse.

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De acordo com a organização da COP30, não há registro de feridos graves e as causas do incêndio seguem em investigação. Equipes permanecem no local para garantir a eliminação total de pontos de calor.

SÃO PAULO WEATHER