IGP-M sobe 0,41% em janeiro, mas acumula queda de 0,91% em 12 meses

IGP-M sobe 0,41% em janeiro, mas acumula queda de 0,91% em 12 meses
Índice do aluguel volta ao campo positivo no mês, mas segue em retração no ano/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 29/01/2026 às 13:00

Da redação de LexLegal

O IGP-M, conhecido como inflação do aluguel, subiu 0,41% em janeiro de 2026 e voltou ao campo positivo após a queda de 0,01% registrada em dezembro. O índice foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Apesar da alta no mês, o indicador segue em trajetória de desaceleração no acumulado de 12 meses. A variação anual ficou em -0,91%, o terceiro mês consecutivo de retração nessa base de comparação.

Em janeiro de 2025, o IGP-M acumulava alta de 6,75%. Desde então, o índice perdeu força, refletindo a desaceleração de preços ao longo da cadeia produtiva e no consumo.

O IGP-M é usado como referência para reajustes de contratos de aluguel e também para corrigir tarifas públicas e alguns serviços essenciais. Por isso, sua variação tem impacto direto no orçamento das famílias e no setor imobiliário.

O principal componente é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do resultado. Em janeiro, o IPA subiu 0,34%, influenciado pela alta do minério de ferro, que avançou 4,47%.

Também pesaram no IPA os aumentos da carne bovina, com alta de 1,37%, e do tomate, que disparou 29,5% no período. Esses movimentos refletem oscilações típicas de oferta e demanda no mercado de commodities e alimentos.

O segundo componente é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M. Em janeiro, o IPC subiu 0,51%, com destaque para despesas ligadas à educação e aos combustíveis.

As maiores altas vieram do curso de ensino fundamental, que subiu 3,83%, do ensino superior, com avanço de 3,13%, e da gasolina, que teve elevação de 1,02%.

O terceiro componente é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que registrou alta de 0,63% no mês. O resultado foi puxado principalmente pelo aumento da mão de obra.

Dentro do INCC, o grupo de materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%, enquanto os custos com mão de obra avançaram 1,03%, refletindo reajustes salariais no setor.

Mesmo com o acumulado negativo em 12 meses, isso não significa que os aluguéis vão cair automaticamente. Muitos contratos preveem reajuste apenas quando o índice apresenta variação positiva.

Na prática, cláusulas que usam a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M” impedem reduções no valor do aluguel quando o indicador está negativo no período anual.

A coleta de preços que forma o IGP-M foi realizada entre 21 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro de 2026. O levantamento abrangeu sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

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O resultado reforça que, embora o IGP-M tenha voltado a subir no mês, o comportamento do índice ainda indica um cenário de inflação mais comportada no horizonte anual, com impacto limitado sobre os reajustes contratuais.

SÃO PAULO WEATHER