Ibovespa rompe marca histórica e fecha acima dos 150 mil pontos

Ibovespa rompe marca histórica e fecha acima dos 150 mil pontos
O resultado foi sustentado pela combinação de dados econômicos melhores na China, que impulsionaram os preços das commodities/Freepik
Publicado em 04/11/2025 às 6:01

Da redação de LexLegal

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, superou pela primeira vez na história a marca dos 150 mil pontos, encerrando o pregão desta segunda-feira (3) com alta de 0,61%, aos 150.454 pontos. O desempenho marca a nona valorização consecutiva e consolida o clima de otimismo no mercado financeiro.

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Durante o dia, o índice chegou a bater 150,7 mil pontos, seu recorde intradiário. Com o resultado, a bolsa acumula ganho de 25,08% em 2025, impulsionada por fatores externos favoráveis e pela expectativa de estabilidade monetária no Brasil.

dólar comercial também teve um dia de alívio e fechou em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,357. Na mínima, chegou a R$ 5,34, refletindo o movimento positivo das moedas latino-americanas. A divisa norte-americana está no menor nível desde 8 de outubro e já acumula retração de 13,32% no ano.

Fatores externos e internos influenciam o mercado

O resultado foi sustentado pela combinação de dados econômicos melhores na China, que impulsionaram os preços das commodities, e pela expectativa de manutenção da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nesta quarta-feira (5).

Com os juros em 15% ao ano, o Brasil segue atraindo capital estrangeiro. A diferença em relação à taxa básica dos Estados Unidos — recentemente reduzida pelo Federal Reserve para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano — reforça a atratividade do mercado brasileiro para investidores internacionais.

A entrada de recursos externos, aliada ao bom desempenho de papéis ligados a exportação e varejo, sustentou a valorização da bolsa e ajudou a manter o dólar em queda.

Analistas avaliam que o ciclo de valorização do Ibovespa reflete a confiança renovada em relação à política monetária e ao desempenho fiscal do país, embora alertem que o patamar histórico exige cautela, diante da volatilidade internacional e da desaceleração global.

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O próximo teste para o mercado será o comunicado do Copom, que deve indicar se o Banco Central manterá a Selic em 15% por um período prolongado — decisão vista como fundamental para preservar a atratividade dos investimentos.

SÃO PAULO WEATHER