Ibovespa renova recorde e fecha acima de 150 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,40

Ibovespa renova recorde e fecha acima de 150 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,40
Bolsa brasileira registra décima alta consecutiva e atinge 150.704 pontos, maior nível histórico; dólar sobe e fecha perto de R$ 5,40 em meio a tensões internacionais/Freepik
Publicado em 05/11/2025 às 8:09

Da redação de LexLegal

Em um dia de tensão nos mercados internacionais, a bolsa brasileira manteve o ritmo de alta e encerrou a terça-feira (4) com novo recorde histórico. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,17%, alcançando 150.704 pontos, na décima valorização consecutiva — a maior sequência positiva desde junho de 2024.

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Enquanto isso, o dólar comercial teve forte alta, subindo 0,77% e fechando vendido a R$ 5,399, após oscilar entre R$ 5,38 e R$ 5,40 ao longo do dia. A moeda norte-americana refletiu o aumento da aversão ao risco global, diante da queda nas bolsas dos Estados Unidos e das incertezas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Recorde histórico impulsionado por bancos e petroleiras

Durante a sessão, o Ibovespa alternou entre pequenas quedas e altas, mas foi sustentado no fim do pregão por ganhos nos papéis de bancos e petroleiras, que compensaram as perdas de mineradoras e companhias aéreas. O desempenho reforça a confiança dos investidores no mercado doméstico, mesmo com as turbulências externas.

O índice acumula uma sequência de sete recordes consecutivos, consolidando o melhor desempenho da bolsa em mais de um ano. O movimento é interpretado por analistas como reflexo da entrada de capital estrangeiro, da recuperação de empresas ligadas ao consumo interno e da expectativa de estabilidade dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Alta do dólar e queda em Wall Street

O mercado de câmbio, por outro lado, mostrou maior volatilidade. O dólar reagiu à queda de 1,17% do índice S&P 500, que reúne as 500 maiores companhias listadas nos EUA. O recuo em Nova York foi influenciado por alertas de bancos norte-americanos de que o preço das ações pode passar por uma correção negativa, após meses de valorização.

Esses sinais de cautela aumentaram a busca por proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro americano, pressionando as moedas emergentes. O real, apesar de mais resistente que outras divisas, acompanhou o movimento global de valorização da moeda norte-americana.

Expectativa pela decisão do Copom

No cenário doméstico, os investidores monitoram o resultado da reunião do Copom, que termina nesta quarta-feira (5). O colegiado do Banco Central deve anunciar se mantém ou altera a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior nível desde 2006.

De acordo com o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, analistas de mercado projetam manutenção da Selic até o fim de 2025, com cortes graduais apenas a partir de 2026. O juro elevado tem sido um dos principais fatores de sustentação do real, equilibrando parte das pressões externas vindas da alta global do dólar.

Ambiente externo ainda incerto

A combinação de juros altos nos Estados Unidostensões geopolíticas e desaceleração das economias europeiascontinua a ditar o tom dos mercados internacionais. Mesmo assim, o desempenho positivo do Ibovespa demonstra a força relativa do mercado brasileiro diante das adversidades externas.

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Analistas apontam que o fluxo de investidores estrangeiros, atraídos pela rentabilidade elevada dos ativos locais, e a expectativa de estabilidade política nos próximos meses ajudam a sustentar o otimismo. No entanto, alertam que a valorização contínua da bolsa e a escalada do dólar indicam um cenário de alta volatilidade à frente.


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