Ibovespa renova recorde e dólar encosta em R$ 5 com otimismo global

Ibovespa renova recorde e dólar encosta em R$ 5 com otimismo global
O temor de expansão do conflito levou o dólar a subir 1,32%/Agência Brasil
Publicado em 11/04/2026 às 16:32

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro brasileiro viveu uma sexta-feira (11) de marcas históricas e forte otimismo. O Ibovespa engatou a nona alta consecutiva, fechando em recorde e flertando com o patamar inédito de 200 mil pontos.

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Paralelamente, o dólar recuou para o menor nível em mais de dois anos, aproximando-se da barreira psicológica de R$ 5. O apetite por risco foi alimentado pela entrada massiva de capital estrangeiro e pelo alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, o que valorizou ativos de países emergentes.

Fluxo estrangeiro e juros atraem investidores para o Brasil

O principal motor da Bolsa tem sido o aporte internacional, que já soma US$ 29,3 bilhões em 12 meses até fevereiro. Esse fluxo contínuo ajuda a explicar a valorização do real, criando um ciclo positivo para a economia doméstica.

O Ibovespa avançou 1,12%, encerrando o dia aos 197.324 pontos. Além do cenário externo, o investidor reagiu aos dados da inflação oficial de março (IPCA). O índice de 0,88% veio acima das projeções, reforçando a tese de que os juros no Brasil devem permanecer elevados, o que torna a moeda brasileira ainda mais atraente para investidores que buscam rentabilidade.

Dólar atinge menor patamar desde abril de 2024

A moeda americana fechou em queda de 1,02%, cotada a R$ 5,011. No acumulado do ano, a desvalorização do dólar frente ao real já chega a 8,72%. Analistas citam o bom desempenho das exportações de commodities e o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos como fatores que sustentam a queda.

A menor busca por ativos de segurança no exterior, motivada por negociações diplomáticas no Oriente Médio, também tirou pressão sobre a divisa. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser negociado muito próximo de R$ 5,00.

No mercado internacional, o petróleo operou com estabilidade, o que evitou novas pressões inflacionárias globais. O barril do tipo Brent recuou 0,75%, sendo negociado a US$ 95,20, enquanto o WTI caiu 1,33% para US$ 96,57.

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Investidores agora monitoram se a sequência recorde da bolsa brasileira terá fôlego para romper a resistência dos 200 mil pontos na próxima semana. A manutenção desse ritmo dependerá da continuidade do fluxo estrangeiro e da estabilidade do cenário político externo, que tem dado sinais de trégua após meses de volatilidade severa.

SÃO PAULO WEATHER