Ibovespa bate quinto recorde seguido e se aproxima dos 150 mil pontos

Ibovespa bate quinto recorde seguido e se aproxima dos 150 mil pontos
O Ibovespa fechou outubro com alta de 2,26% e registrou o quinto recorde consecutivo, impulsionado por capital estrangeiro e otimismo econômico/Arte/Agência Brasil
Publicado em 03/11/2025 às 7:00

Da redação de LexLegal

Em um dia de alívio nos mercados doméstico e internacional, a bolsa de valores brasileira encerrou outubro com novo recorde histórico. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,51% nesta sexta-feira (31), fechando aos 149.540 pontos — o quinto recorde consecutivo. O movimento foi impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, que tem sustentado a valorização das ações nas últimas semanas.

Leia também: Indústria propõe criação da CIDE-Bets para tributar apostas online e financiar saúde e educação

Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,26% em outubro e ganho de 24,32% no ano, refletindo o otimismo de investidores diante do cenário global mais favorável e da recuperação econômica interna.

No mercado de câmbio, o dólar comercial terminou o dia praticamente estável, vendido a R$ 5,38, com leve variação negativa de 0,01%. A moeda chegou a oscilar entre R$ 5,40 e R$ 5,37 ao longo do dia, encerrando o mês com alta de 1,08%. Apesar da leve valorização em outubro, a divisa acumula queda de 12,94% em 2025, o melhor desempenho entre as moedas latino-americanas neste ano.

O bom humor dos mercados foi influenciado por fatores externos e internos. A redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após o acordo sobre terras raras, estimulou o fluxo de investimentos estrangeiros para economias emergentes, incluindo o Brasil.

Internamente, o câmbio foi pressionado pela formação da Taxa Ptax, referência para contratos cambiais e dívidas atreladas ao dólar. A demanda pontual por moeda estrangeira foi compensada pela entrada de recursos externos, o que ajudou a estabilizar o mercado ao longo da tarde.

No caso da bolsa, os investidores reagiram positivamente aos dados do mercado de trabalho brasileiro divulgados pelo IBGE. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), a taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, repetindo o menor nível histórico.

Apesar da estabilidade no desemprego, a taxa de ocupação — proporção de pessoas empregadas entre a população em idade ativa — caiu ligeiramente de 58,8% para 58,7%. O recuo, porém, não foi suficiente para alterar as expectativas de corte na Taxa Selic, o que mantém o apetite por investimentos de maior risco, como ações.

Veja também: AGU assegura cotas para pessoas trans em vestibular da Universidade Federal do RS

O desempenho positivo do mercado confirma o momento de forte valorização da renda variável no Brasil, em um contexto de maior confiança dos investidores e retomada gradual do crescimento econômico.

SÃO PAULO WEATHER