Hotéis do Rio projetam 74% de ocupação no Carnaval de fevereiro

Hotéis do Rio projetam 74% de ocupação no Carnaval de fevereiro
Entre as regiões da cidade, o Centro lidera a projeção de ocupação, com 83,74% dos quartos já reservados/Tomaz Silva/Agência Brasil
Publicado em 16/01/2026 às 12:01

Da redação de LexLegal

A primeira prévia da pesquisa de ocupação hoteleira para o Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro aponta que a média de reservas entre os dias 14 e 17 de fevereiro deve alcançar 73,91%. Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) e indicam um cenário de aquecimento gradual da demanda turística na capital fluminense para o principal evento do calendário local.

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O levantamento funciona como um termômetro antecipado do movimento esperado na rede hoteleira. A taxa de ocupação representa o percentual de quartos já reservados em relação ao total disponível nos hotéis. Em outras palavras, mostra quanto da capacidade instalada já está comprometida antes mesmo da chegada do período de maior fluxo de turistas.

Entre as regiões da cidade, o Centro lidera a projeção de ocupação, com 83,74% dos quartos já reservados. Em seguida aparecem Ipanema e Leblon, com 81,10%, Leme e Copacabana, com 78,80%, Flamengo e Botafogo, com 78,30%, e Barra da Tijuca, Recreio e São Conrado, com 63,90%. O resultado reforça a concentração da demanda nas áreas mais próximas dos principais polos turísticos e dos desfiles de blocos e escolas de samba.

Para o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, o Carnaval se mantém como o principal evento turístico da cidade, superando inclusive o Réveillon em termos de impacto econômico. “Essa maior permanência resulta em hotéis cheios e bons resultados para a cadeia do turismo – bares, restaurantes e shoppings ─ com benefícios para a arrecadação da cidade”, afirmou.

A diferença em relação ao Ano Novo está no tempo médio de estadia. Enquanto o Réveillon costuma concentrar turistas por poucos dias, o Carnaval tende a prolongar a permanência, o que amplia o consumo em diversos setores da economia urbana, como alimentação, transporte, entretenimento e comércio.

Alfredo Lopes também destacou o peso do turismo internacional no desempenho do setor. Ele lembrou que o Carnaval do ano passado atraiu quase 300 mil turistas estrangeiros para o Brasil, sendo que a maior parte deles veio da Argentina, responsável por 41,2% desse fluxo, e escolheu o Rio de Janeiro como principal destino.

“Este ano, a gente já prevê um crescimento de turistas internacionais da ordem de 18% e devemos repetir a ocupação hoteleira do ano passado, que ficou em 98,62%”, disse o presidente do HotéisRIO.

Na prática, isso significa que, embora a prévia atual ainda esteja em torno de 74%, a expectativa do setor é de que a ocupação avance de forma consistente nas próximas semanas, à medida que o período de viagem se aproxime e as compras de última hora sejam confirmadas. Historicamente, a hotelaria do Rio costuma registrar forte aceleração nas reservas no mês que antecede o Carnaval.

O desempenho projetado reforça o papel do evento como motor da economia local. Além da hotelaria, a movimentação intensa de turistas impacta diretamente serviços de transporte por aplicativo, táxis, comércio ambulante, casas de espetáculo, eventos privados, além de bares e restaurantes espalhados pela cidade.

Do ponto de vista da gestão pública, taxas elevadas de ocupação hoteleira também significam aumento de arrecadação de impostos municipais, como o ISS, além de maior circulação de recursos na economia formal e informal.

A pesquisa divulgada pelo HotéisRIO é considerada uma fotografia preliminar do cenário. O índice tende a variar até a semana do Carnaval, podendo tanto crescer quanto sofrer pequenos ajustes em função de fatores como preços de passagens aéreas, condições climáticas e comportamento do turismo internacional.

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Mesmo assim, a projeção atual indica que o Rio deve repetir em 2026 um padrão de forte demanda turística durante o Carnaval, consolidando a festa como um dos principais ativos econômicos da cidade e um dos maiores eventos de turismo urbano do país.

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