Hospitais do SUS passam a oferecer canetas de semaglutida para obesidade

Hospitais do SUS passam a oferecer canetas de semaglutida para obesidade
Canetas usadas no tratamento de obesidade e diabetes/Caroline Morais/Ministério da Saúde
Publicado em 04/03/2026 às 15:21

Da redação de LexLegal

Três hospitais públicos brasileiros oferecerão semaglutida, princípio ativo do Ozempic, para o tratamento da obesidade a partir deste semestre. O acordo entre a farmacêutica Novo Nordisk e o governo federal terá duração inicial de dois anos.

Leia também: Flávio Dino afasta prefeito de Macapá por desvio em hospital de R$ 70 bi

As instituições selecionadas são o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione, no Rio. Um terceiro hospital municipal ainda será definido para integrar o programa.

A iniciativa foca em pacientes que já estão em acompanhamento nesses centros, sem previsão de abertura de novas vagas. A prioridade será atender indivíduos que sofrem com obesidade aliada ao diabetes ou doenças cardiovasculares.

A farmacêutica financiará o tratamento e a capacitação técnica das equipes multidisciplinares. O objetivo é gerar dados reais sobre o impacto econômico e social do uso de medicamentos modernos no sistema público de saúde.

O anúncio coincide com a expiração da patente da semaglutida no Brasil neste mês. A queda da exclusividade permite que fabricantes nacionais produzam versões genéricas, o que pode reduzir o preço do remédio em cerca de 30%.

Atualmente, a Conitec não recomenda a incorporação da semaglutida ao SUS para uso geral devido ao alto custo. O projeto-piloto pretende provar que o tratamento reduz gastos de longo prazo com complicações de saúde crônicas.

Especialistas reforçam que a medicação será um complemento ao suporte nutricional e físico já oferecido. O Brasil é o segundo país a receber este modelo de estudo da Novo Nordisk, ficando atrás apenas da Dinamarca.

Veja também: PF prende Daniel Vorcaro em Nova fase da Operação Compliance Zero

O programa monitorará se a oferta estruturada da droga melhora a sustentabilidade fiscal dos municípios e estados. A expectativa é que as evidências colhidas subsidiem futuras decisões do Ministério da Saúde sobre a rede pública nacional.

SÃO PAULO WEATHER