Guarda mata esposa no dia do casamento e é preso por feminicídio em Campinas, interior de SP

Guarda mata esposa no dia do casamento e é preso por feminicídio em Campinas, interior de SP
Crime aconteceu durante confraternização em Campinas e foi presenciado pelos filhos da vítima/Reprodução
Publicado em 11/05/2026 às 13:00

Da Redação de LexLegal

Um guarda municipal de Campinas foi preso em flagrante após matar a esposa a tiros durante a própria festa de casamento no interior de São Paulo. O caso aconteceu na noite de sábado (9) e é investigado como feminicídio. A vítima, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, morreu após ser baleada dentro da residência do casal. 

O autor do crime é Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, integrante da Guarda Municipal desde 1998. Segundo a corporação, ele trabalhava internamente em uma das bases operacionais da cidade. 

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De acordo com o boletim de ocorrência, o casal discutiu durante a confraternização após a cerimônia de casamento realizada horas antes em cartório. A discussão evoluiu para luta corporal. Familiares retiraram as crianças do local, mas, em seguida, o guarda pegou a arma funcional e atirou contra a mulher antes de fugir. 

Testemunhas afirmaram ainda que o agente retornou ao imóvel e efetuou novos disparos. Nájylla chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixou três filhos de um relacionamento anterior. 

A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, afirmou que o guarda apresentava comportamento agressivo quando consumia bebida alcoólica. Segundo ela, a filha havia sido alertada sobre episódios de violência anteriores, mas decidiu manter o relacionamento. 

Os três filhos de Nájylla, um adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 anos, estavam na festa e presenciaram o crime, segundo relatos incluídos na investigação. 

A Guarda Municipal informou que o próprio agente acionou a corporação após o homicídio. Ele foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher e teve a prisão em flagrante confirmada. A Corregedoria abriu procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do servidor. 

A defesa do guarda afirmou que acompanhará o caso “confiando plenamente na apuração técnica (pericial) e imparcial das circunstâncias”. O advogado declarou ainda que Daniel “se apresentou espontaneamente” e que a defesa buscará liberdade provisória durante o andamento do processo. 

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O caso reacende o debate sobre feminicídio praticado por agentes de segurança pública e o uso de armas funcionais fora do serviço. Nos últimos anos, especialistas em violência de gênero têm apontado preocupação com crimes cometidos dentro do ambiente familiar por profissionais armados.

SÃO PAULO WEATHER