Governo cobra investigação rigorosa após marceneiro ser morto por PM em SP

Governo cobra investigação rigorosa após marceneiro ser morto por PM em SP
O policial militar, lotado no 12º Batalhão Metropolitano, chegou a ser preso em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas foi liberado após pagamento de fiança/Governo do Estado de SP
Publicado em 09/07/2025 às 18:03

Da redação de LexLegal

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou nesta terça-feira (9) uma nota oficial em solidariedade à família e aos amigos de Guilherme Dias Santos Ferreira, marceneiro de 26 anos morto com um tiro na cabeça por um policial militar no último dia 4 de julho, em Parelheiros, zona sul de São Paulo.

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De acordo com o relato, Ferreira foi confundido com um ladrão que havia tentado roubar a moto do policial. O tiro foi disparado pelo agente Fábio Anderson Pereira de Almeida no momento em que o marceneiro, após encerrar sua jornada de trabalho, corria para pegar um ônibus na Estrada Turística de Parelheiros.

Para o ministério, o episódio “é um alerta contundente de que precisamos, urgentemente, repensar as políticas de segurança pública e o papel de nossas forças policiais no combate à violência”. O comunicado reforça que “é imperativo que a atuação policial seja pautada pelo respeito inegociável aos direitos humanos, garantindo a segurança de todos, sem jamais colocar em risco a vida de pessoas inocentes”.

Na nota, o MDHC cobra uma “apuração rigorosa, célere e transparente” do caso, além da “imediata responsabilização de todos os envolvidos”.

O policial militar, lotado no 12º Batalhão Metropolitano, chegou a ser preso em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas foi liberado após pagamento de fiança. Ele está afastado das funções operacionais.

Documentos públicos revelam ainda que, em 2023, Almeida foi reprovado em exame psicológico em concurso para agente auxiliar de perícia oficial da polícia do Paraná. O caso está judicializado, e ele recorre da decisão.

Procurada, a Polícia Científica do Paraná afirmou que os concursos são realizados por bancas especializadas e seguem critérios previstos em lei e no edital. Já a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo declarou que o ingresso na Polícia Militar obedece a “critérios rigorosos de seleção, incluindo exame psicológico avaliado por banca especializada” e que “não há impedimento legal para prestar novo concurso mesmo após reprovação anterior”.

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