Governistas vão a Washington barrar ofensiva da direita e defender o Pix

Da Redação de LexLegal
Um grupo de deputados federais da base governista cumpriu agenda diplomática em Washington entre os dias 3 e 5 de junho. A missão internacional teve como objetivo central apresentar às instituições dos Estados Unidos um contraponto político às narrativas de parlamentares da oposição brasileira que visitaram o país recentemente.
A comitiva foi integrada pelos deputados Pedro Uczai, Jandira Feghali, Pedro Campos e André Janones, que declararam atuar em nome de uma bancada conjunta de 114 parlamentares no Congresso Nacional.
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A articulação política mirou a reversão das recentes pressões alfandegárias adotadas pela Casa Branca contra a economia nacional. A delegação brasileira concentrou os trabalhos na entrega de relatórios técnicos a congressistas americanos para contestar a taxação de 25% recomendada contra produtos do Brasil, além de rechaçar as queixas de Washington sobre o sistema de pagamentos Pix. Os governistas argumentaram que as punições econômicas possuem motivação estritamente política e carecem de fundamentos jurídicos internacionais.
Os enviados de Brasília subiram o tom contra as ameaças de ingerência na soberania financeira do país. “A questão do PIX foi abordada com a declaração de que não será aceita qualquer intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX, considerado uma soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna para transações financeiras gratuitas, transparentes e lícitas”, afirmou Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro.
Segundo Feghali, os documentos distribuídos pedem cooperação mútua no monitoramento de recursos financeiros e no combate ao tráfico de armas e drogas, rechaçando medidas unilaterais da gestão de Donald Trump.
A agenda do grupo incluiu uma reunião formal na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) para manifestar preocupação com a estabilidade institucional do Brasil em ano eleitoral. Os deputados alertaram o organismo multilateral sobre o avanço de crimes cibernéticos, violência política de gênero e riscos de intervenção externa no pleito.
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A comitiva cobrou o envio de missões de observação da Secretaria de Fortalecimento da Democracia da OEA para monitorar as votações. A avaliação final da delegação é que parlamentares norte-americanos se mostraram sensíveis às pautas e prometeram abrir frentes de discussão no Capitólio para reavaliar as barreiras comerciais.