Gleisi condena ameaça dos EUA e possibilidade de uso de “poder militar” contra o Brasil e em defesa de Bolsonaro

Gleisi condena ameaça dos EUA e possibilidade de uso de “poder militar” contra o Brasil e em defesa de Bolsonaro
Gleisi Hoffmann criticou ameaça militar dos EUA e disse que a conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil chegou ao “cúmulo”/Jose Cruz/Agência Brasil
Publicado em 10/09/2025 às 6:30

Da redação de LexLegal

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu às declarações da Casa Branca sobre a possibilidade de os Estados Unidos utilizarem “poder militar” contra o Brasil em razão do processo que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

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A porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump “não tem medo de usar meios militares em defesa da liberdade de expressão no mundo”. A fala intensificou a tensão diplomática entre Brasília e Washington, em um momento em que o julgamento de Bolsonaro e outros sete acusados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 avança no STF.

Em postagem nas redes sociais, Gleisi chamou a declaração de um “cúmulo” e responsabilizou a família Bolsonaro pela escalada da crise. Segundo a ministra, o deputado federal Eduardo Bolsonaro atua para estimular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e autoridades brasileiras.

“Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias, agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível”, afirmou.

Gleisi ainda defendeu a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. “Ainda dizem que estão defendendo a ‘liberdade de expressão’. Só se for a liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de Estado; estes sim, os crimes pelos quais Bolsonaro e seus cúmplices estão sendo julgados no devido processo legal”, completou.

Apesar da ameaça, Leavitt disse que não havia, até o momento, “ações adicionais” contra o Brasil a serem anunciadas. A fala reforçou que Washington mantém em aberto a possibilidade de novas medidas, inclusive de caráter militar, como instrumento de pressão.

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Enquanto isso, em Brasília, a Primeira Turma do STF retomou o processo contra Bolsonaro e aliados. Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino já votaram pela condenação dos oito acusados. Restam ainda os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (10). Se confirmada a condenação, Bolsonaro pode enfrentar penas que chegam a 30 anos de prisão em regime fechado, dependendo da dosimetria aplicada.

SÃO PAULO WEATHER