Feijó Lopes assessora CRI de R$ 44 milhões para o Residencial Lina’s

Da redação de LexLegal
O Feijó Lopes Advogados assessorou a 55ª emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários, os chamados CRIs, da Leverage Companhia Securitizadora, em uma oferta pública de R$ 44 milhões destinada a financiar o projeto imobiliário Residencial Lina’s. A estrutura teve distribuição sob a Resolução CVM 160, norma que organiza as ofertas públicas no mercado de capitais, e foi feita pelo regime automático, modelo mais rápido para operações que já cumprem requisitos padronizados da regulação.
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O CRI é um título usado para captar dinheiro no mercado com base em créditos ligados ao setor imobiliário. Em termos simples, a operação transforma direitos de recebimento futuros em papéis vendidos a investidores. No caso do Lina’s, os títulos foram lastreados em créditos imobiliários gerados a partir da emissão de notas comerciais da Progetti Empreendimentos Imobiliários SPE. Essas notas comerciais funcionam como instrumentos de dívida emitidos por empresas para levantar recursos. Já a SPE, ou sociedade de propósito específico, é uma empresa criada para tocar um projeto determinado, separando riscos e organização financeira do empreendimento.
A operação foi conduzida pela Leverage Companhia Securitizadora, empresa que estrutura esse tipo de captação e faz a ponte entre os créditos do setor imobiliário e os investidores do mercado. O dinheiro obtido com a oferta será usado no desenvolvimento do Residencial Lina’s, reforçando uma rota cada vez mais comum no setor: financiar projetos imobiliários sem depender só de bancos, usando o mercado de capitais como fonte direta de recursos.
O caso também reflete o avanço de operações enquadradas na CVM 160, regra que substituiu antigos modelos de oferta pública e buscou simplificar o acesso de emissores ao mercado. Na prática, esse tipo de enquadramento tende a dar mais previsibilidade à operação e reduzir etapas burocráticas, o que ajuda a acelerar captações para projetos que já chegam ao mercado com documentação e estrutura mais maduras.
No mercado imobiliário, os CRIs seguem como uma ferramenta importante para viabilizar obras, reforçar caixa e distribuir risco entre vários investidores. Para quem está fora do setor, a lógica é simples: em vez de o empreendedor depender apenas de financiamento bancário, ele usa recebíveis vinculados ao projeto para atrair recursos do mercado. Para investidores, o apelo está no retorno atrelado a uma operação com base imobiliária bem definida.
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Na assessoria jurídica, a Feijó Lopes Advogados atuou pela Leverage Companhia Securitizadora. A equipe contou com o sócio sênior Lúcio Feijó Lopes, a sócia Andréa Freitas e as associadas Gabriella Moita e Isabella Melo. A Rio Bravo Investimentos, que participou como estruturadora da operação, foi assessorada por seu head jurídico e sócio Thales Paiva.