Fazenda corta projeção do PIB para 2,3% e prevê queda na inflação em 2026

Da redação de LexLegal
O Ministério da Fazenda reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2,4% para 2,3% em 2026. A nova previsão consta no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE).
Leia também: STF marca julgamento sobre suspensão de penduricalhos nos Três Poderes
O PIB é o indicador que soma todas as riquezas produzidas no país. Segundo a SPE, o ajuste reflete uma desaceleração no agronegócio após a safra recorde do ano passado, embora os setores de indústria e serviços apresentem expansão e ajudem a equilibrar o resultado final.
A inflação medida pelo IPCA também teve projeção revisada para baixo, estimada agora em 3,6%. “Para 2026, a expectativa é de estabilidade no ritmo de crescimento e de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos”, informou a secretaria em nota oficial.
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o patamar mais alto em duas décadas. O Banco Central utiliza os juros elevados como ferramenta para frear a alta de preços e atingir a meta de inflação, que é de 3% para o período.
O governo monitora riscos externos, como a desaceleração da China e tensões geopolíticas envolvendo a Venezuela e disputas entre Estados Unidos e Europa. Esses fatores podem gerar volatilidade financeira e afetar o valor do dólar, impactando os custos de importação e exportação.
Veja também: Brasil e Rússia fecham acordo para cooperação em energia nuclear e saúde
A equipe econômica acredita que o excesso de oferta global de combustíveis e a política monetária atual devem conter os preços ao longo do ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes nos juros na próxima reunião, marcada para março.