Fachin indica Cármen Lúcia para relatar código de ética do STF

Fachin indica Cármen Lúcia para relatar código de ética do STF
Sessão solene de abertura do ano Judiciário de 2026 marcou anúncio de código de ética no STF/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 02/02/2026 às 18:37

Da redação de LexLegal

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (2) que a ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta de criação de um código de ética para os integrantes da Corte.

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O anúncio foi feito durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a retomada dos trabalhos após o recesso. Em discurso, Fachin afirmou que as instituições enfrentam desafios permanentes para preservar integridade e legitimidade.

“Momentos de adversidade exigem mais do que discurso, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República.”

O presidente do STF disse ainda que os ministros “respondem pelas escolhas que fazem” e que o momento exige “autocorreção”. Segundo ele, apesar de resistências internas, buscará diálogo para viabilizar a aprovação do texto.

“Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito desse colegiado. Impende dialogar e construir confiança pública, porque nessa reside a verdadeira força do Estado Democrático de Direito.”

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de outras autoridades.

O debate sobre o código de ética ocorre após críticas públicas à atuação de ministros do STF em casos relacionados às investigações sobre fraudes no Banco Master. No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, na casa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio às tratativas de compra da instituição.

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Também neste mês, o ministro Dias Toffoli passou a ser questionado por permanecer como relator de um caso envolvendo fundo de investimento ligado ao Banco Master, que adquiriu participação em um resort no Paraná pertencente a familiares do magistrado. Fachin chegou a divulgar nota pública em defesa da atuação de Toffoli.

SÃO PAULO WEATHER