Exportação brasileira para os EUA cai 25,5%
Vendas para a China crescem 17,4% e garantem superávit no início de 2026

Da redação de LexLegal
As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram nova queda em janeiro, completando seis meses de retração. Os dados foram apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
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O recuo ocorre sob o impacto das barreiras tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump. As vendas somaram US$ 2,4 bilhões no primeiro mês do ano, o que representa uma redução de 25,5% na comparação anual.
A balança comercial com os norte-americanos fechou com déficit de US$ 670 milhões para o Brasil. O Mdic calcula que 22% dos produtos brasileiros enviados aos EUA ainda sofrem com sobretaxas que chegam a 50%.
No caminho oposto, o comércio com a China segue em expansão e registrou alta de 17,4% nas exportações em janeiro. O país asiático comprou US$ 6,47 bilhões em produtos brasileiros, gerando superávit de US$ 720 milhões.
A corrente de comércio com os chineses subiu para US$ 12,23 bilhões no período. Enquanto isso, o intercâmbio com os Estados Unidos encolheu 18%, refletindo a queda tanto nas vendas quanto nas compras de produtos.
Em outros mercados, o cenário foi de superávit modesto apesar da baixa atividade. As trocas com a União Europeia geraram saldo positivo de US$ 310 milhões, mesmo com recuo de 8,8% no fluxo comercial.
Com a Argentina, o Brasil obteve superávit de US$ 150 milhões em janeiro. O resultado foi acompanhado por uma forte retração de 19,9% no comércio bilateral, com queda acentuada nas exportações para o país vizinho.
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O desempenho comercial do início de 2026 reforça a dependência do mercado asiático diante das dificuldades impostas por Washington. O governo monitora o impacto das tarifas nas cadeias produtivas nacionais.