EUA ampliam bloqueio e aplicam sanções contra o presidente de Cuba e mineradora

Da Redação de LexLegal
O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções econômicas asfixiantes contra Cuba, mirando diretamente o setor de mineração, a infraestrutura turística local e a cúpula política da ilha.
O Departamento do Tesouro dos EUA inseriu na lista negra de restrições a Amistur Cuba, agência de turismo estatal, e a Minera la Victoria, uma joint venture de extração de ouro operada pela cubana Geominera em parceria com a companhia australiana Antilles Gold. O movimento soma-se a centenas de punições financeiras anteriores concebidas por Washington para forçar uma transição de regime em Havana.
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A ofensiva atingiu o núcleo familiar do governo cubano. A Casa Branca congelou bens e proibiu transações de Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, de sua esposa, Lis Cuesta Peraza, e de seu filho, Manuel Anido Cuesta. Servidores públicos graduados e parentes do ex-mandatário Raúl Castro, como seu filho Alejandro Castro Espín e seu neto Raúl Alejandro Castro Calis, também foram bloqueados.
A lista incluiu ainda o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).
A Casa Branca sinalizou que aplicará punições extraterritoriais contra empresas de terceiros países que mantiveram negócios com a ilha. “Bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades. A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”, disse Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) ratificou que todas as operações financeiras feitas por cidadãos americanos ou em trânsito pelos Estados Unidos envolvendo os bens dos sancionados estão proibidas. Em tom provocativo, o presidente Donald Trump afirmou a jornalistas: “Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”.
O governo cubano reagiu de forma veemente, classificando o pacote aduaneiro e as declarações de Trump como uma agressão imperialista que penaliza a população civil. “A agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, disse Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba.
O ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodríguez, reforçou que o plano de intervenção está fadado ao fracasso e desmentiu as alegações americanas de que o fornecimento de combustíveis não seria afetado pelas medidas restritivas.
O chanceler cubano apontou que o desabastecimento energético é provocado de forma intencional por decretos emitidos diretamente pela Casa Branca. “Ele parece esquecer intencionalmente a Ordem Executiva 14380, de 29 de janeiro de 2026, elaborada por ele mesmo e assinada pelo seu Presidente, que autorizou a imposição de tarifas punitivas contra importações de países que fornecem petróleo a Cuba direta ou indiretamente”, afirmou Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba.
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O bloqueio econômico à ilha, que persiste por quase 70 anos, foi endurecido a partir de cercos navais à Venezuela e restrições severas que deixaram Cuba sem receber carregamentos de petróleo por três meses no início deste ano, agravando os apagões diários e a falta de alimentos básicos.