Estrutura da Vale transborda em Minas e atinge área da CSN

Da redação de LexLegal
Sete anos após a tragédia de Brumadinho, um novo incidente envolvendo uma estrutura da Vale em Minas Gerais gera alerta nas autoridades e na população local. Na madrugada deste domingo (25), houve um transbordamento entre Ouro Preto e Congonhas, resultando em uma enxurrada de lama que invadiu escritórios da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Embora o fluxo de rejeitos e água tenha atingido instalações corporativas, não foram registrados feridos até o momento. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para a região.
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Danos ambientais e impactos no abastecimento
O volume de material que escapou da área da mineradora teria alcançado o córrego Goiabeiras, que deságua no rio Maranhão. Segundo o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), cerca de 200 mil m³ de água saíram da região “lavando todo tipo de minério, de materiais, ao longo do caminho”. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) relatou que o episódio interrompeu o fornecimento de água e paralisou atividades locais. O governo mineiro informou que órgãos ambientais estão monitorando a extensão dos danos e trabalhando na contenção do material.
A Vale declarou que o evento consistiu em um “extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto”. A companhia garantiu que o problema se restringiu aos seus limites operacionais e não afetou comunidades vizinhas. Em comunicado oficial, a empresa buscou diferenciar o ocorrido de problemas estruturais maiores. “A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse.
A administração municipal de Congonhas anunciou que pretende investigar as causas para aplicar as sanções cabíveis, ressaltando que houve prejuízos ambientais significativos no território. O incidente ocorre exatamente no aniversário de sete anos do desastre de Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, que resultou em 272 mortes. O histórico de rompimentos e transbordamentos em Minas Gerais mantém a fiscalização sob pressão, especialmente em períodos de chuva intensa que podem comprometer a segurança de cavas e sistemas de drenagem de mineração.
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A situação segue em monitoramento constante pelas autoridades estaduais para evitar que o material sedimentar cause danos maiores à bacia hidrográfica da região. Representantes do governo e das mineradoras envolvidas devem realizar novas vistorias técnicas nesta segunda-feira para avaliar a estabilidade do terreno e os próximos passos para a recuperação da área afetada pelo transbordamento.