Entidades denunciam ataques a jornalistas em frente a hospital de Bolsonaro

Entidades denunciam ataques a jornalistas em frente a hospital de Bolsonaro
Fenaj e Abraji pedem reforço policial após Michelle Bolsonaro compartilhar vídeo que gerou ameaças de morte/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 16/03/2026 às 6:00

Da redação de LexLegal

Associações de imprensa repudiaram neste domingo (15) as agressões e ameaças sofridas por jornalistas que cobrem a internação de Jair Bolsonaro em Brasília. A Abraji denunciou que profissionais passaram a ser perseguidos após uma influenciadora publicar um vídeo acusando a imprensa de desejar a morte do ex-presidente. As imagens foram compartilhadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e por parlamentares, expondo repórteres “que estavam simplesmente exercendo seu trabalho” a difamações e riscos físicos.

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A escalada de violência saiu do campo digital com ataques presenciais contra duas repórteres. Segundo as entidades, militantes usaram inteligência artificial para simular o esfaqueamento de uma profissional e divulgaram fotos de parentes para intimidar as equipes.

Em nota, a Abraji afirmou que “é inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa. Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”.

A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do DF acionaram as autoridades para garantir a segurança no local. As organizações exigem que as empresas ofereçam apoio jurídico e retirem funcionários do hospital caso não haja proteção.

“Reafirmamos que a liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia. O jornalismo é essencial para levar fatos ao conhecimento público, e não pode ser cerceado por métodos de coação física ou psicológica. Não aceitaremos a intimidação como método político”, concluíram as notas.

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Bolsonaro segue na UTI do Hospital DF Star com broncopneumonia bacteriana bilateral. O boletim médico deste domingo aponta quadro estável e melhora renal, mas a dosagem de antibióticos foi elevada devido a inflamações no sangue. O ex-presidente não tem previsão de alta para retornar à Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

SÃO PAULO WEATHER