Edson Fachin é eleito presidente do STF; Alexandre de Moraes será vice

Da redação de LexLegal
O ministro Edson Fachin foi eleito, nesta quarta-feira (13), para presidir o Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. A eleição ocorreu em sessão administrativa e simbólica, conforme a tradição da Corte, que adota o critério de antiguidade para a escolha do presidente. O ministro Alexandre de Moraes será o vice-presidente. A posse está marcada para 29 de setembro.
A sucessão segue o que determina o Regimento Interno do STF: o ministro mais antigo que ainda não exerceu a presidência assume o comando. Fachin, atual vice-presidente, substituirá o ministro Luís Roberto Barroso, que encerrará seu mandato de dois anos.
Trajetória de Edson Fachin
Natural de Rondinha (RS), Fachin construiu sua carreira no Paraná. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e foi indicado ao Supremo em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff.
Ao longo de sua atuação no STF, Fachin foi relator de processos de grande repercussão, como as investigações da Operação Lava Jato, o julgamento do marco temporal para demarcação de terras indígenas e a ADPF das Favelas, que estabeleceu medidas para reduzir a letalidade policial em operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Perfil de Alexandre de Moraes
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Moraes ingressou no STF em março de 2017, indicado pelo então presidente Michel Temer, após a morte do ministro Teori Zavascki. Antes disso, foi ministro da Justiçano governo Temer, secretário de Segurança Pública e secretário de Transportes do Estado de São Paulo.
Atualmente, Moraes é relator das ações penais relativas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Sua trajetória combina experiência no Executivo, no Ministério Público e na docência, sendo professor de Direito Constitucional.
A nova gestão do STF terá como desafio lidar com temas de alta complexidade jurídica e impacto político, incluindo questões ambientais, econômicas e de segurança institucional, num momento em que o Judiciário segue no centro de debates nacionais.