Dólar volta a superar R$ 5,40 e Bolsa cai com tensão política e cenário externo

Da redação de LexLegal
Num dia marcado por estresse nos mercados internacionais e aumento da tensão política em Brasília, o dólar fechou em alta expressiva e voltou ao patamar acima de R$ 5,40. A Bolsa brasileira acompanhou o clima negativo e caiu pela quarta sessão consecutiva, perdendo novamente os 155 mil pontos.
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O dólar à vista encerrou a sexta-feira (22) vendido a R$ 5,401, avanço de 1,18%. A moeda operou em alta ao longo de todo o pregão e, na máxima do dia, chegou a R$ 5,42. Mesmo com a disparada recente, a divisa ainda acumula queda de 12,6% no ano, embora tenha subido 1,97% na semana. Já o Ibovespa terminou aos 154.758 pontos, recuo de 0,4%. Papéis de bancos e mineradoras até ensaiaram ganhos, mas não evitaram o resultado negativo do índice.
A movimentação no câmbio refletiu o cenário externo. Na quinta-feira (20), feriado no Brasil, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou a criação de 119 mil vagas em setembro, bem acima das 50 mil projetadas, além do aumento da taxa de desemprego para 4,4%. Os dados mistos elevaram a volatilidade global e reduziram as apostas de corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro, fortalecendo o dólar no mundo.
O movimento atingiu especialmente moedas de países emergentes e ligadas a commodities, em um pregão de queda do petróleo. Mesmo o anúncio de Donald Trump retirando tarifas de 40% sobre itens brasileiros — como carne bovina, café e suco de laranja — não conseguiu aliviar a pressão cambial. Apesar de abrir espaço para recuperar exportações aos EUA, a medida foi ofuscada pelos riscos externos e internos.
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No front doméstico, o mercado reagiu à elevação da temperatura política após a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Também pesou o anúncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que pretende pautar projeto que eleva o piso de agentes de saúde, com impacto direto nas contas públicas — um tema que acendeu o alerta de investidores.