Dólar sobe para R$ 5,10 e Bolsa cai com tarifa dos EUA e crise externa

Da Redação de LexLegal
Os mercados financeiros encerraram esta quinta-feira sob pressão. O dólar voltou a subir e fechou próximo de R$ 5,10, enquanto a Bolsa brasileira perdeu mais de 1%. Investidores reagiram ao fortalecimento da moeda americana, à confirmação de novas tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e ao cenário de instabilidade no Oriente Médio.
Mesmo com o aumento das tensões geopolíticas, o petróleo terminou o dia em queda. A volatilidade predominou ao longo da sessão diante das preocupações com possíveis impactos sobre a economia mundial e o comércio internacional.
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Dólar avança com cenário externo
O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,098, alta de 0,40% em relação ao fechamento anterior. Durante a tarde, a moeda chegou a ultrapassar R$ 5,11, mas perdeu parte da força nos minutos finais de negociação. Apesar da valorização no dia, a divisa ainda acumula queda de 7,12% em 2026.
O movimento foi impulsionado principalmente pelos indicadores da economia dos Estados Unidos. Dados divulgados nesta quinta mostraram que o mercado de trabalho segue aquecido e o consumo continua resistente, reforçando a expectativa de que os juros americanos permaneçam elevados por mais tempo.
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram em 208 mil, abaixo da previsão do mercado. Já as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, em linha com as projeções dos analistas.
No Brasil, investidores também acompanharam a confirmação da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Embora a lista final tenha incluído exceções, a medida aumentou a preocupação com os efeitos sobre alguns setores exportadores e sobre o fluxo de dólares no país.
Bolsa amplia perdas
A Bolsa de Valores brasileira acompanhou o desempenho negativo das bolsas americanas. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 173.825,27 pontos, com recuo de 1,24%.
Na semana, o índice acumula perda de 2,27%, embora ainda registre valorização de 7,88% em 2026.
O ambiente de cautela foi reforçado pelas incertezas em torno dos impactos do tarifaço americano e pela possibilidade de o governo brasileiro adotar medidas de resposta com base na Lei da Reciprocidade.
As ações da Petrobras, que têm grande peso na composição do Ibovespa, encerraram o dia em queda acompanhando o recuo dos preços internacionais do petróleo. Papéis de mineradoras também perderam valor diante da baixa do minério de ferro no mercado internacional.
Petróleo fecha em queda apesar da crise
Os contratos internacionais de petróleo oscilaram durante toda a sessão, mas terminaram em baixa.
O barril do Brent, referência para o mercado internacional, fechou cotado a US$ 84,23, com queda de 0,85%. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, encerrou o dia a US$ 78,95, recuo de 0,82%.
O mercado segue atento ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Investidores monitoram novas ameaças feitas pelos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e os riscos de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante do petróleo transportado no mundo.
Mesmo com a queda registrada nesta quinta-feira, analistas avaliam que o cenário geopolítico continua adicionando um fator de risco aos preços da commodity, que seguem sensíveis a qualquer nova escalada do conflito.
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Os próximos dias devem continuar sendo marcados por volatilidade. O mercado acompanhará os desdobramentos das tarifas americanas, eventuais respostas do governo brasileiro, novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e a evolução da crise no Oriente Médio, fatores que poderão influenciar o comportamento do dólar, da Bolsa e das commodities.