Dólar recua para R$ 5,56 e bolsa sobe com expectativa de alívio no tarifaço dos EUA

Dólar recua para R$ 5,56 e bolsa sobe com expectativa de alívio no tarifaço dos EUA
Para especialistas em economia política e desenvolvimento econômico é improvável que a política de tarifas de Trump possa reverter um processo que começou na década de 1970/Agência Brasil
Publicado em 30/07/2025 às 7:00

Da redação de LexLegal

Em um dia de ajustes no mercado internacional, o dólar registrou queda, mas segue acima dos R$ 5,56, enquanto a bolsa de valores interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas e fechou em alta. O alívio veio após uma sinalização dos Estados Unidos de que alguns produtos importados, como café e cacau, podem ser poupados do tarifaço anunciado pelo governo norte-americano.

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O dólar comercial encerrou esta terça-feira (29) vendido a R$ 5,569, queda de R$ 0,021 (-0,38%). A moeda operou próxima da estabilidade pela manhã, mas passou a recuar mais intensamente no início da tarde, chegando a bater R$ 5,55 por volta das 13h, a mínima do dia. Apesar do movimento de hoje, a divisa acumula alta de 2,48% em julho, enquanto no acumulado de 2025 apresenta queda de 9,88%.

euro comercial também recuou e fechou cotado a R$ 6,43, baixa de 0,73%, refletindo o impacto do recente acordo comercial com os Estados Unidos.

No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,45% e encerrou o pregão aos 132.726 pontos, revertendo parte das perdas acumuladas no mês. Ainda assim, o indicador registra queda de 4,41% em julho.

Investidores aproveitaram o movimento de alta do dólar nos últimos dias para vender moeda, ao mesmo tempo em que viram oportunidade de compra com as quedas recentes no mercado de ações. As expectativas também se voltam para as reuniões do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que começam nesta quarta-feira (30).

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O principal fator que contribuiu para reduzir a aversão ao risco foi a declaração do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, de que produtos não cultivados em território norte-americano podem ser excluídos do tarifaço anunciado pelo governo. O Brasil, um dos maiores exportadores de café para os EUA, poderia ser diretamente beneficiado pela medida.

SÃO PAULO WEATHER