Dólar recua para R$ 5,24 e Bolsa tem pior semana desde 2022

Da redação de LexLegal
O mercado financeiro viveu novo dia de forte volatilidade nesta sexta-feira (6) sob pressão da guerra no Oriente Médio. O dólar chegou a ultrapassar a barreira de R$ 5,30 pela manhã, mas inverteu o sinal e fechou em queda de 0,81%, cotado a R$ 5,244, influenciado por dados de desemprego nos EUA.
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Apesar do alívio no câmbio, o Ibovespa recuou 0,61%, encerrando aos 179.365 pontos e acumulando perda semanal de quase 5%. O desempenho é o pior registrado desde o início do conflito na Ucrânia, há quatro anos, refletindo a insegurança global com o fornecimento de energia.
O barril do tipo Brent disparou 8,52% em um único dia, atingindo US$ 92,69 com o bloqueio do Estreito de Ormuz. A disparada da commodity impulsionou as ações da Petrobras, que subiram mais de 4% após o anúncio de lucros recordes, evitando um tombo ainda maior da bolsa brasileira.
Nos Estados Unidos, o fechamento inesperado de 92 mil postos de trabalho em fevereiro surpreendeu os analistas. O resultado negativo, embora afetado por nevascas e greves, enfraqueceu os títulos do Tesouro estadunidense e forçou a desvalorização global da moeda norte-americana frente a emergentes.
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Investidores seguem monitorando a escalada militar na região petrolífera, que já elevou os preços do óleo bruto em 30% desde o início das hostilidades. A manutenção das rotas marítimas fechadas é o principal fator de risco para a inflação mundial e para a estabilidade dos mercados nas próximas semanas.