Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Bolsa cai pela terceira sessão seguida

Da Redação de LexLegal
O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (24) abaixo de R$ 5, em um cenário de menor aversão ao risco no exterior. Ao mesmo tempo, a bolsa brasileira registrou a terceira queda consecutiva e acumulou perdas na semana, refletindo cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas.
O dólar comercial fechou vendido a R$ 4,998, com leve recuo de 0,1%. O movimento foi influenciado pela melhora no ambiente internacional após sinais de continuidade do cessar-fogo no Irã e expectativa de retomada de negociações entre o país e os Estados Unidos.
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Esse ambiente reduziu a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, favorecendo moedas de países emergentes, entre elas o real. Mesmo com a queda no dia, a moeda norte-americana acumulou leve alta de 0,32% ao longo da semana.
No acumulado do ano, porém, o dólar registra queda de 8,92%, movimento associado à valorização recente do real, que chegou a levar a moeda ao menor patamar em mais de dois anos.
Nos últimos dias, o mercado de câmbio passou por ajustes técnicos, com investidores realizando lucros após a forte queda da moeda norte-americana. O Banco Central chegou a anunciar uma operação conhecida como casadão, que combina oferta de dólares à vista e contratos futuros. A instituição não aceitou as propostas apresentadas, indicando que não considerou necessária a intervenção naquele momento.
Ibovespa recua e acumula perdas na semana
No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos. O resultado levou o indicador ao menor nível desde 14 de abril.
Durante o pregão, o índice chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos. O movimento foi influenciado por realização de lucros após altas recentes e recordes registrados em semanas anteriores.
Essa foi a terceira queda consecutiva do Ibovespa. Nas últimas sete sessões, o índice registrou apenas um dia de alta.
No acumulado da semana, a Bolsa recuou 2,55%. Apesar disso, ainda mantém valorização de 1,75% no mês e avanço de 18,38% no acumulado do ano.
Entre os fatores que pressionaram o índice estão o desempenho de empresas ligadas ao setor de petróleo e o cenário externo instável. Nos Estados Unidos, os principais índices tiveram comportamento misto, com papéis do setor de tecnologia em alta e ações de segmentos tradicionais em queda.
Petróleo oscila com tensão geopolítica
Os preços do petróleo registraram forte volatilidade ao longo da sexta-feira. O comportamento foi influenciado por sinais contraditórios no cenário internacional, que incluem tensões geopolíticas e expectativa de distensão entre Estados Unidos e Irã.
O barril do tipo Brent para junho, referência internacional e utilizado como base pela Petrobras, fechou em queda de 0,22%, cotado a US$ 99,13. Já o petróleo WTI, referência norte-americana, encerrou o dia a US$ 94,40 por barril, com recuo de 1,5%.
Apesar da queda diária, os preços acumulam alta significativa ao longo da semana. O Brent registrou avanço de 16% no período, enquanto o WTI subiu quase 13%.
O movimento reflete preocupações com a oferta global de petróleo. O cenário no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity, segue sensível, com redução no fluxo de embarcações e registros de apreensão de navios.
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O comportamento recente dos mercados mostra que fatores externos continuam determinantes para o desempenho do câmbio e da bolsa brasileira. O avanço ou recuo das tensões internacionais segue sendo acompanhado de perto por investidores e analistas financeiros.