Dólar dispara e fecha a R$ 5,31 com tensão recorde no Oriente Médio

Dólar dispara e fecha a R$ 5,31 com tensão recorde no Oriente Médio
A liquidez global deve seguir favorecendo o Brasil caso a inflação nos EUA permaneça controlada e o fluxo de notícias do Oriente Médio não aponte para um novo rompimento diplomático/Agência Brasil
Publicado em 14/03/2026 às 10:38

Da redação de LexLegal

O dólar saltou 1,41% nesta sexta-feira (13) e encerrou o dia a R$ 5,316, o maior patamar em quase dois meses. O nervosismo global com a iminência de uma guerra ampliada no Oriente Médio fez investidores abandonarem emergentes para buscar refúgio na moeda americana.

O mercado reagiu mal às promessas de Donald Trump de intensificar ofensivas militares contra o Irã, o que empurrou o petróleo Brent para a casa dos US$ 103 e derrubou o Ibovespa em 0,91%, aos 177 mil pontos.

A pressão sobre o real foi a maior entre as moedas de países em desenvolvimento, forçando o Banco Central a queimar reservas. Pela manhã, a autarquia realizou um “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista para tentar conter a falta de liquidez.

No exterior, o Dollar Index (DXY) superou os 100 pontos pela primeira vez desde o ano passado, refletindo não apenas o medo da guerra, mas aposta de que o Federal Reserve manterá os juros altos nos EUA para frear a inflação da energia.

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A disparada da commodity, que já acumula alta de 70% em 2026, castigou as ações brasileiras na segunda metade do pregão. O Ibovespa encerrou próximo da mínima do dia, acumulando perdas de quase 6% apenas em março. O mercado financeiro entra em modo de espera defensivo para o fim de semana, temendo que novos ataques ocorram enquanto as bolsas estão fechadas.

SÃO PAULO WEATHER