Dólar dispara e Bolsa cai 2% com guerra no Irã e inflação acima do esperado

Dólar dispara e Bolsa cai 2% com guerra no Irã e inflação acima do esperado
Petróleo acima de US$ 100 e IPCA de fevereiro pressionam Copom a segurar juros/B3/Divulgação
Publicado em 13/03/2026 às 6:00

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro viveu um dia de pânico nesta quinta-feira (12) com a escalada do conflito no Oriente Médio e dados de inflação doméstica piores que o previsto. O dólar comercial saltou 1,62%, fechando a R$ 5,242, enquanto o Ibovespa despencou 2,55%, interrompendo uma sequência de altas para encerrar aos 179.284 pontos. A turbulência global foi alimentada pelo anúncio do novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, de manter o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem vital para 20% do petróleo mundial.

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A tensão bélica fez o barril do tipo Brent disparar 8%, superando a barreira dos US$ 100. No mar, o cenário agravou-se com o incêndio de dois petroleiros em águas iraquianas e ataques a três navios no Golfo Pérsico.

No Brasil, o IBGE informou que o IPCA de fevereiro subiu 0,7%, superando os 0,65% aguardados pelos analistas. O número reduz a aposta em um corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic este mês, já que juros altos favorecem a renda fixa em detrimento das ações na B3.

O desempenho do real acompanhou a desvalorização de outras moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Em 2026, a divisa brasileira já acumula queda de 4,42%. Analistas reforçam que a combinação de pressão externa sobre as commodities e resistência da inflação local cria um ambiente hostil para ativos de risco, forçando investidores a buscarem proteção no dólar e em títulos do Tesouro Nacional.

SÃO PAULO WEATHER