Dólar cai para R$ 5,54 com dados fracos do mercado de trabalho dos EUA – Bolsa encerra em queda

Dólar cai para R$ 5,54 com dados fracos do mercado de trabalho dos EUA – Bolsa encerra em queda
O crescimento de 15% no volume total do mercado à vista, que engloba também os fundos imobiliários (FIIs), sinaliza uma migração de capital para a renda variável/B3
Publicado em 02/08/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

A divulgação de dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos (EUA) fez o dólar iniciar agosto em forte queda. O desempenho, no entanto, não se refletiu na bolsa de valores brasileira, que continuou no campo negativo, influenciada por incertezas globais e pela instabilidade causada pela guerra comercial com o governo Donald Trump.

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dólar comercial encerrou a sexta-feira (1º) vendido a R$ 5,545, uma queda de R$ 0,056 (-1,01%). A moeda norte-americana chegou a R$ 5,62 nos primeiros minutos de negociação, reflexo imediato das tarifas anunciadas por Trump contra vários países, mas perdeu força após a divulgação dos números do mercado de trabalho norte-americano. Na mínima do dia, por volta das 10h30, chegou a R$ 5,53. Com isso, a divisa acumula queda de 10,27% em 2025.

Ibovespa, principal índice da B3, teve uma jornada oposta. O indicador fechou aos 132.437 pontos, recuo de 0,48%, impactado pela queda nas bolsas internacionais e pelas incertezas sobre a escalada da guerra comercial.

Mercado de trabalho norte-americano pressiona Fed

Os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos aumentaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, possa reduzir os juros básicos a partir de setembro. Em julho, foram criadas apenas 73 mil vagas formais, bem abaixo do esperado, e a taxa de desemprego subiu para 4,2%.

Em economias avançadas, juros mais baixos reduzem a atratividade dos ativos, o que tende a beneficiar países emergentes, como o Brasil, com a entrada de capital estrangeiro. Por isso, a expectativa de cortes nas taxas do Fed impulsionou a queda do dólar.

A movimentação foi intensificada pela renúncia de uma diretora-regional do Fed e pela demissão da comissária responsável pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Analistas avaliam que os cargos vagos podem ser ocupados por aliados de Trump, que pressionam por reduções mais agressivas nos juros.

Pressões políticas afetam ações do Banco do Brasil

Enquanto o câmbio mostrava sinais de alívio, o mercado acionário brasileiro foi pressionado por tensões políticas. A notícia de que o governo Trump poderia sancionar instituições financeiras em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mantém contas bancárias derrubou as ações do Banco do Brasil (BBAS3). Os papéis ordinários do banco, que dão direito a voto em assembleias, despencaram 6,85% nesta sexta-feira.

Investidores temem que as possíveis sanções internacionais causem impactos na imagem e na operação do banco, sobretudo em um momento de alta volatilidade.

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Apesar da queda do dólar nesta sessão, especialistas ressaltam que a continuidade da guerra tarifária entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais pode manter a volatilidade elevada. O cenário é de cautela para os próximos dias, principalmente diante da indefinição sobre o comportamento do Fed e da instabilidade política provocada pelas sanções e medidas unilaterais adotadas pelo governo Trump.

SÃO PAULO WEATHER