Dólar cai para R$ 5,12 e atinge menor patamar em quase dois anos

Dólar cai para R$ 5,12 e atinge menor patamar em quase dois anos
A liquidez global deve seguir favorecendo o Brasil caso a inflação nos EUA permaneça controlada e o fluxo de notícias do Oriente Médio não aponte para um novo rompimento diplomático/Agência Brasil
Publicado em 26/02/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

O dólar comercial fechou em queda de 0,6% nesta quarta-feira (25), negociado a R$ 5,125. O valor é o mais baixo registrado desde maio de 2024. O movimento reflete um alívio global para países emergentes após decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre barreiras comerciais.

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O recuo da moeda foi impulsionado pela redução do tarifaço do governo de Donald Trump. Inicialmente previsto em 15% para todas as importações, o imposto foi fixado em 10% por decisão unilateral. No Brasil, o governo informou que quase metade das exportações para os EUA ficarão isentas do novo regime.

No mercado financeiro, a queda do dólar significa que a moeda brasileira se valorizou frente à divisa dos Estados Unidos. Esse movimento é influenciado pelo fluxo de capital estrangeiro, que é quando investidores de fora trazem dólares para o Brasil em busca de rentabilidade, aumentando a oferta da moeda e baixando seu preço.

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, teve uma leve queda de 0,13%, fechando aos 191.247 pontos. O recuo é classificado por analistas como realização de lucros, processo em que investidores vendem suas ações para embolsar o ganho acumulado após o recorde histórico batido no dia anterior.

Mesmo com a alta nas ações de mineradoras, puxadas pela valorização internacional do minério de ferro, o Ibovespa não resistiu à pressão vendedora em outros setores. No mês de fevereiro, o dólar já acumula queda de 2,33%, enquanto no acumulado de 2026 a baixa chega a 6,63%.

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A tendência positiva para o Brasil ocorre após o Ministério do Desenvolvimento (Mdic) confirmar que o imposto americano atingirá apenas 25% das vendas brasileiras. O cenário de menor protecionismo nos Estados Unidos favorece a entrada de recursos em mercados como o brasileiro, fortalecendo o real diante de incertezas externas.

SÃO PAULO WEATHER