Dólar cai para o menor valor desde 2024 e Ibovespa bate 12º recorde seguido

Dólar cai para o menor valor desde 2024 e Ibovespa bate 12º recorde seguido
Ibovespa reage a dados do Banco Central; câmbio reflete remessas ao exterior/B3
Publicado em 12/11/2025 às 8:00

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro teve outra sessão de forte otimismo nesta terça-feira (11). O dólar recuou com intensidade e voltou a fechar abaixo de R$ 5,30 — nível não alcançado desde junho de 2024 — enquanto o Ibovespa registrou seu 12º recorde consecutivo e consolidou 15 pregões de alta, a maior sequência em mais de três décadas.

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O dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 5,273, queda de 0,64%. A moeda chegou a operar estável no início do pregão, mas perdeu força após a divulgação do IPCA de outubro. Na mínima, por volta de meio-dia, tocou R$ 5,26. Trata-se do menor valor desde 6 de junho de 2024, quando a divisa era cotada a R$ 5,24. No acumulado de novembro, recua 1,99%; em 2025, a queda já chega a 14,68%.

O euro comercial também se desvalorizou, fechando a R$ 6,108 (-0,44%), o menor nível desde fevereiro deste ano.

No mercado acionário, o Ibovespa encerrou aos 158.749 pontos, avanço de 1,6%. É a 15ª alta consecutiva — sequência que não ocorria desde o período entre dezembro de 1993 e janeiro de 1994 — e o 12º recorde diário seguido.

O desempenho positivo refletiu fatores internos e externos. No cenário internacional, o avanço das votações no Congresso dos Estados Unidos para evitar o shutdown — paralisia do governo — pressionou o dólar para baixo em escala global.

No ambiente doméstico, o IPCA de outubro, divulgado pelo IBGE, reforçou o bom humor. A inflação oficial subiu apenas 0,09% no mês, o menor resultado para outubro desde 1998, e abaixo das expectativas do mercado. A leitura elevou a possibilidade de que o Comitê de Política Monetária (Copom) antecipe o início da queda da taxa Selic no começo de 2026.

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A ata divulgada nesta terça mostrou que o Copom segue confiante de que a política monetária atual — Selic em 15% ao ano — é suficiente para conduzir a inflação de volta à meta, mesmo após a aprovação da reforma do Imposto de Renda.

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