Dólar cai abaixo de R$ 5,25 e Bolsa sobe com trégua momentânea no Oriente Médio

Da redação de LexLegal
O mercado financeiro brasileiro registrou forte alívio nesta segunda-feira, 23, impulsionado por sinais de descompressão geopolítica. O dólar fechou em queda de 1,29%, cotado a R$ 5,24, enquanto o Ibovespa saltou 2,25%, atingindo os 181.931 pontos.
O otimismo foi alimentado por declarações do presidente Donald Trump sobre o adiamento de ataques à infraestrutura iraniana e a possibilidade de um novo acordo nuclear, o que reduziu a busca por proteção em moedas fortes e favoreceu o real.
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A melhora no cenário externo refletiu diretamente no preço das commodities. O barril de petróleo do tipo Brent despencou 10,9% e encerrou o dia em US$ 99,94, rompendo a barreira dos US$ 100 pela primeira vez em uma semana.
A movimentação ocorreu após Trump afirmar que existe uma “boa chance” de entendimento entre os países e que um acordo estaria prestes a ser assinado. A travessia bem-sucedida de petroleiros indianos pelo Estreito de Ormuz também colaborou para acalmar os investidores sobre o fluxo de abastecimento global.
Apesar da euforia, o ambiente doméstico ainda monitora os riscos residuais. O Irã negou oficialmente a existência de negociações em curso, o que conteve parte dos ganhos ao longo da tarde. Na Bolsa, o avanço foi liderado por bancos e empresas ligadas ao consumo interno, enquanto as ações da Petrobras subiram de forma mais contida devido à desvalorização do petróleo no exterior. No acumulado de março, a moeda norte-americana ainda registra alta de 2,08%.
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O cenário permanece volátil devido às restrições operacionais mantidas por Israel em aeroportos e relatos de movimentações militares dos EUA na região. Analistas alertam que a falta de um cessar-fogo oficial mantém a incerteza no radar, o que pode provocar novas oscilações bruscas nas próximas sessões caso os sinais contraditórios persistam.