Dólar cai abaixo de R$ 5 e Bolsa brasileira bate recorde histórico de 198 mil pontos

Dólar cai abaixo de R$ 5 e Bolsa brasileira bate recorde histórico de 198 mil pontos
A liquidez global deve seguir favorecendo o Brasil caso a inflação nos EUA permaneça controlada e o fluxo de notícias do Oriente Médio não aponte para um novo rompimento diplomático/Agência Brasil
Publicado em 14/04/2026 às 6:30

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de euforia nesta segunda-feira (13), com o dólar encerrando cotado abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A moeda americana fechou a R$ 4,997, em queda de 0,29%, atingindo o menor patamar desde março de 2024.

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No mesmo ritmo, o Ibovespa avançou 0,34% e rompeu a barreira inédita dos 198 mil pontos, impulsionado pelo otimismo global e pela entrada massiva de capital estrangeiro em ações de commodities, como mineração e petróleo.

O alívio nos indicadores veio após sinais de distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. Embora o bloqueio no Estreito de Ormuz persista, declarações de Donald Trump sobre um possível acordo com o governo iraniano acalmaram os investidores e reduziram a aversão ao risco.

O movimento de queda do dólar no Brasil acompanhou a desvalorização da divisa no exterior, enquanto as bolsas em Nova York também operaram no azul, com o índice S&P 500 anulando as perdas acumuladas desde o início das tensões no Oriente Médio.

No setor de energia, o petróleo Brent chegou a superar os US$ 100 durante o pregão devido à instabilidade geopolítica, mas perdeu fôlego no fim do dia, fechando em US$ 99,36. A volatilidade permanece alta, já que o mercado monitora de perto as rotas estratégicas de escoamento da commodity. No acumulado de 2026, a bolsa brasileira já registra ganhos de quase 23%, consolidando um ciclo de valorização recorde em meio ao fluxo contínuo de recursos externos para o país.

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O euro também acompanhou a tendência de baixa e fechou vendido a R$ 5,876, o menor valor em quase dois anos. Analistas apontam que a combinação de preços elevados de bens primários e a sinalização de diálogo entre potências mundiais criou o cenário ideal para a renovação das máximas históricas no pregão de São Paulo.

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